quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mais um monumento no rol bracarense

Hoje, os bracarenses receberam mais uma excelente notícia. A Direcção Geral do Património iniciou o processo de classificação da Capela de Santa Maria Madalena da Falperra como monumento de interesse público. Esta edificação religiosa, saída das mãos do grande André Soares na década de 50 do século XVIII, é um dos monumentos barrocos mais relevantes do concelho de Braga.
Apesar das polémicas sobre se a linha de fronteira entre Braga e Guimarães passa atrás da sacristia ou em frente da fachada, a verdade é que foi erigida voltada à cidade dos arcebispos e a expensas dos fiéis bracarenses. Mais bracarense é difícil, mesmo que nos anos 60 alguém se tenha lembrado de desenhar a linha da carta militar um pouco mais à frente do que duas décadas antes...
A fachada marca pela originalidade dos traços, as duas 'falsas' torres, o janelão central e o seu enquadramento no retábulo de pedra desenhado pelo arquitecto do Minho. A planta é inusitada e não se sabe muito bem a quem atribuir a sua autoria.
O traçado rococó continua no interior, onde se podem admirar três retábulos, também de André Soares, que completam com sublimidade o percurso iniciado no exterior. Saliente-se a imagem de Cristo na cruz, que preenche o retábulo-mor, encomenda do início do século XX, ao grandioso escultor bracarense João Evangelista Vieira, e que inspirou o escritor lisboeta Antero de Figueiredo numa das suas grandes obras "O último olhar de Jesus".  Para crentes ou não-crentes, vale a pena admirar!

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