sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Dois monumentos que também são bracarenses

A ponte de Prado liga a freguesia de Merelim S. Paio à vila de Prado
A ponte do Porto (ou de Prozelo) liga o município de Braga ao congénere de Amares

O município de Braga detém dois monumentos em regime de partilha com Vila Verde e Amares. Trata-se das pontes de Prado e do Porto cuja identidade é também bracarense, embora por vezes esse facto pareça esquecido.
Ambas as pontes são sobre o rio Cávado, ambas monumento nacional, ambas partilhadas entre Braga e um município vizinho e ambas pouco reclamadas em termos de identificação municipal.
A ponte de Prado liga o município de Braga ao município de Vila Verde e localiza-se no seguimento da antiga via romana XIX. Reconstruída em 1616 depois de uma primitiva travessia ter ficado danificada na sequência de uma cheia em 1510, a ponte de Prado é um dos exemplares mais notáveis da arquitectura civil de seiscentos na nossa região. Apesar de denominada com a designação da vila de Prado, do município de Vila Verde, a ponte é também pertença do município bracarense. Trata-se de um monumento nacional partilhado pelos dois municípios, facto que muitos bracarenses acabam por desconhecer.
Outro caso é a ponte do Porto cuja história é bem mais antiga que a congénere de Prado. Esta travessia que terá origem numa velha passagem romana, recua ao século XIV e apresenta a típica arquitectura medieval, com arcos de volta perfeita e grandes contrafortes a agarrá-la ao leito do rio Cávado.
Quando por lá passar, não se esqueça: também são património de todos os bracarenses!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Os últimos cartuchos da incoerência

Quem leu a revista Notícias Magazine viu uma publicidade de página inteira paga pelos bracarenses
Habitualmente diz-se que é incorente quem em circunstâncias idênticas agiu sempre de determinada maneira e, numa idêntica situação, decidiu agir ou opinar de forma diferente.
A Câmara Municipal de Braga nunca primou pela promoção dos eventos municipais nos órgãos de comunicação de tiragem nacional. Raras vezes isso aconteceu... ao contrário de outros municípios que até spots publicitários na TV produzem, em nome da promoção e desenvolvimento do seu território.
Ora, se a Semana Santa, as Festas de S. João ou, mais recentemente, a Braga Romana, os Encontros de Imagem ou o Mimarte nunca mereceram honras de aparecer nem sequer num recanto de um periódico que chega a todo o país, por que razão a Mostra das Freguesias deste ano mereceu o investimento de uma página inteira na revista que acompanha o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias?
Pessoalmente só encontro um motivo para esta tamanha incoerência que implica o dinheiro de todos nós. A Noite Branca vem a seguir... Serão os últimos cartuchos de aproveitamento de eventos municipais para retirar dividendos políticos em tempos de pré-campanha.
Lamentável...

A Sé de Braga faz hoje 924 anos!

@ Rui Ferreira, 2012
“Mais velho que a Sé de Braga” é uma expressão popular, bem conhecida, que pretende aludir à veterania de uma qualquer realidade. Em termos objetivos, a Sé de Braga é efectivamente a mais antiga edificação catedralícia do nosso país e completa hoje nada mais nada menos que 924 anos.
No dia 28 de agosto do distante ano de 1089, ainda antes do Conde D. Henrique ter tomado D.ª Teresa como sua esposa, e do filho de ambos, D. Afonso Henriques, ter fortalecido as suas aspirações independentistas no campo de S. Mamede, o altar-mor da Sé de Braga foi solenemente sagrado. Nesse dia, de grata memória, estiveram presentes o Arcebispo de Toledo, D. Bernardo, que presidiu à cerimónia, os Bispos D. Pedro, de Braga, D. Gonçalo, de Lugo, D. Indigo, de Tui, e D. Pedro, de Orense.
O ano de 1071 é essencial para se entender a história da cidade de Braga. A partir da conquista de Coimbra por intermédio de D. Fernando Magno, em 1064, foi devolvida a estabilidade a Braga e ao território envolvente e viabilizada a restauração da antiga capital da Galécia e do reino suevo. Foi o Rei Sancho II da Galiza que patrocinou a restauração dos direitos administrativos eclesiais, designando D. Pedro como Bispo de Braga, em abril de 1071. A construção de uma catedral imponente, substituindo uma anterior basílica de menores dimensões, era fundamental para a afirmação da diocese restaurada. Assim, D. Pedro iniciou o processo de reorganização do território e demarcação da sua sede episcopal. É um facto, atestado pela arqueologia, que o local onde assenta a catedral bracarense foi outrora espaço sagrado para romanos e para cristãos. Investigações recentes confirmaram a existência de uma basílica paleocristã no subsolo da Sé Primaz, atestando a sua origem anterior aos nove séculos que hoje lhe atribuímos. O facto de este edifício ter assentado sensivelmente no local onde hoje está a capela-mor da Sé, poderá confirmar que o culto e a ocupação humana terá sobrevivido até ao século XI, altura em que o Bispo D. Pedro (1071-1093) retomou a história eclesiástica de Braga, após um período em que esteve associada à diocese galega de Lugo (os Bispos de Lugo acumulavam a prelazia de Braga), devido à instabilidade política e social desta região.
Por isso mesmo, o que hoje observamos é resultado de muitos séculos de alterações e acréscimos, que serviram para enriquecer a valia artística do edifício. A própria fachada da Sé é exemplo disso mesmo. De românico já só restam duas arquivoltas do pórtico primitivo (onde se observa o romance da raposa) e, no lado sul, uma interessante coleção de modilhões (a cachorrada) e a porta do sol, que encontrou o seu lugar, após duas mudanças de sítio. A galilé é obra de D. Jorge da Costa (1486-1501), completada pelo inevitável D. Diogo de Sousa (1505-1532), que também mandou alargar a porta principal. O resto da fachada foi alterada pelo Arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles, em 1723. No interior atestamos esta mesma dimensão plurissecular, pese embora as alterações questionáveis que a Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais levou a cabo na década de 30 do século XX, e que alteraram sobremaneira a Sacrossanta Basílica Primacial Bracarense. O órgão de tubos destaca-se nitidamente entre as obras de arte do interior. Executado a mando do Cabido, numa altura em que não havia Arcebispo nomeado, o conjunto dos dois órgãos é um dos mais importantes do género em toda a Península Ibérica. A talha foi soberbamente executada pelo bracarense Marceliano de Araújo em 1737. Nas naves ressalta ainda o conjunto de esculturas barrocas, retratando os apóstolos e doutores da Igreja; a pia batismal manuelina, o túmulo flamengo do primogénito do Rei D. João I; e os altares colaterais em estilo neoclássico. A capela-mor é obra esplendorosa dos artistas biscainhos (1509). A abóbada de nervuras é atribuída a João de Castilho, um dos grandes mestres da arte renascentista em Portugal, e a rendilhada cabeceira catedralícia, que se observa no exterior, e onde se destaca o nicho com a imagem de Nossa Senhora do Leite, é também obra desse tempo. Sobram as capelas tumulares, onde se destaca a capela da Glória, com o túmulo gótico de D. Gonçalo Pereira, e a capela dos Reis, onde repousam os pais de D. Afonso Henriques, a Condessa D.ª Teresa e o Conde D. Henrique, protagonistas da causa da independência portuguesa.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Esposende, a praia de Braga

Braga é uma cidade com uma localização privilegiada. Fica a cerca de 30 km da montanha - do melhor destino de turismo de montanha em Portugal, diga-se - e fica à mesma distância do mar, com o acréscimo de deter uma rápida auto-estrada que a liga à costa.
Esposende, o único município do distrito de Braga que faz fronteira com o mar, é o destino predilecto dos bracarenses no período estival. Podemos dizer até que os habitantes da capital do Minho são decisivos na economia da mais jovem cidade do distrito. Muitos são os que por lá passam em julho, agosto e setembro e alguns também os que lá têm a sua segunda residência.
A costa que se espraia entre as Marinhas, Cepães, Esposende, Fão, Ofir e Apúlia é dominada claramente pelos milhares de bracarenses que escolhem o "seu" território para desfrutar das suas férias de verão.
Por todo o lado se vêm rostos conhecidos, se ouve falar "braguez", se vestem camisolas com o símbolo do Sporting de Braga.
Esta relação de intimidade entre as duas cidades já merecia um protocolo de interacção cultural durante o verão.
Esposende é, sem sombra de dúvida, a praia de Braga!

domingo, 25 de agosto de 2013

MAIOR AO DOMINGO: Ricardo Silva

Com papas e bolos…


A Câmara Municipal de Braga apresenta, por estes dias, na Avenida Central, uma exposição sobre os parques verdes da cidade de Braga. Dos painéis em exposição, ficamos a saber que o Parque da Ponte é o único cuja obra física está concluída. De facto, o local está bonito, muito agradável e propício a ser fruído pelas pessoas. Tem dois pormenores menos bem conseguidos, a meu ver, um a nível do mobiliário do espaço e o outro pelo facto de terem empredrado a parte de trás da capela de S.João, onde os grupos folclóricos já não podem dançar convenientemente em terreiro, nas festas da cidade.
Mas nitidamente o balanço é positivo.

Relativamente às obras do Picoto, é curioso que surjam agora como um novo espaço verde da cidade, quando me lembro de ir a uma apresentação pública na Videoteca municipal, onde os técnicos da Câmara Municipal de Braga diziam que o Picoto não seria um espaço verde per si, mas uma continuação do Parque da Ponte. De qualquer forma, fisicamente unido ou separado, ainda que não me parecesse prioritário, a requalificação do Monte Picoto será muito bem recebida pelos bracarenses.

Quanto ao parque Norte e ao Parque Oeste, o primeiro na zona de Dume, perto do Novo Estádio Municipal (Axa) e o segundo na zona de Ferreiros, parecem-me boas apostas, que pecam por tardias e por serem um remate da falta de políticas de ordenamento da cidade.
Se o Parque Norte já é preconizado há vários anos, não se entende a falta de planeamento daquela zona, onde iriam surgir empreendimentos avultados para a franja norte, e onde a franja sul continua na mão de proprietários que meia volta lá limpam os terrenos, vedam, põe placas e lembram que ali são terrenos particulares. Se houvesse real vontade de ter ali um parque verde, tenho a certeza que há muito que a CMB havia delimitado cartograficamente o espaço e dando provas de um ordenamento verde, em vez de condenar a Pedreira à erosão, à colocação forçada de um estádio de futebol caríssimo ( a factura da manutenção do estádio 1º Maio, em pleno Parque da Ponte também fica para a CMB pagar), e à preservação de uma memória infeliz de uma ideia sem raiz, chamada Piscinas Olímpicas de Braga, cujo fosso e armadura em betão custaram 8 milhões de euros sem retorno para o Município nem para os munícipes.

O que podia fazer Braga com 8 milhões de euros pelo desporto, ou pela cultura, ou pela educação, pelo ambiente ou, muito importante, pela acção social???

O Parque Oeste é ainda uma miragem…das fotografias apresentadas nos painéis, assistimos a poucas imagens virtuais genéricas, que não mostram como será o parque. As imagens reais, da actualidade, são, de facto, feias, mas os painéis apenas fazem o contraponto com imagens verdadeiras de pessoas a andar de bicicleta ou a sorrir…mas essas imagens poderão ter sido captadas em qualquer parte do mundo e não mostram aos bracarenses como ficará o parque Oeste.

Fenómeno semelhante…o Parque das Sete Fontes!




















Das doze imagens apresentadas nos painéis (12), apenas duas simulam a realidade virtual do futuro Parque. É pouco para quem pensa este Parque há tanto tempo e diz que o defende com tanto afinco…ora bem, a CMB diz que tem 2 funcionários da AGERE, em 37 anos de gestão, responsáveis pela manutenção de um espaço enorme, bem como estão a fazer, há uma data de anos um plano de pormenor, assente num esquema de perequação, para um parque, que terá um centro interpretativo da água, mas que o CMB não consegue um entendimento com os proprietários devido às elevadas expectativas imobiliárias que criou.
12 imagens em painéis, 2 delas são de realidade virtual, onde se demonstra o Parque de Sete Fontes, com mesas e cadeiras, com circuitos estipulados e com um total arrasamento da topografia do local a nascente, por onde passa a estrada de acesso ao Hospital. Os técnicos da CMB montaram umas imagens do Parque das Sete Fontes numa topografia plana, dando provas de não conhecer a realidade daquele local, monumento nacional. As restantes imagens, mostram a água a correr, e o espaço verde que sobeja, escondendo que aquela água e aquele espaço verde só estão presentes porque a ASPA, a Junta de Freguesia de S. Victor, a JovemCoop, os Peticionários pela Defesa e Salvaguarda das Sete Fontes e muitos milhares de cidadãos lutaram, reivindicaram e fizeram valer a sua postura de querer dar continuidade à obra que nos foi legada pelo D. José de Bragança, arcebispo do Séc. XVIII.

Nitidamente, em ano de eleições, parece que tudo vale…até prometer concretizar o que já havia sido prometido anteriormente.

A exposição na Avenida Central é algo que parece querer enaltecer a cidade. Na verdade, envergonha o executivo camarário porque passa um atestado de incompetência a si próprio, enquanto tenta ludibriar com imagens, os bracarenses. Alguns bracarenses podem sentir-se insultados por mais uma manobra de magia, outros podem ficar maravilhados com um passe de ilusionismo. Já diz o ditado: “Com papas e bolos e bolos se enganam os tolos!” Eu sinto-me, juntamente com outros bracarenses, com mais força e vontade de ajudar a instituir um novo modelo de gestão, que queira, de facto, atender às necessidades da população e queira dar respostas sérias, sem necessidade de artifícios e foguetórios.

Por uma sempre e constante BRAGA MAIOR!

Ricardo P.Silva

sábado, 24 de agosto de 2013

Ideias para Braga: reformular o Mercado

O Mercado Municipal de Braga, cujo edifício atual remonta a 1956, necessita urgentemente de ver reformulada a sua maneira de funcionar. Outrora frequentado massivamente pelos bracarenses, hoje encontra-se em progressivo declínio, devido à concorrência dos supermercados e à mudança de hábitos dos bracarenses.
Não podemos esquecer que os mercados serviam para o escoamento dos produtos agrícolas dos pequenos agricultores do município, tornando-se lugar fundamental de promoção do que é efectivamente nosso.
Um dos factores que regista mais queixas dos comerciantes é o estacionamento pago nas ruas limitrofes do mercado, algo que não melhorou depois do aumento da área de parqueamento pago por iniciativa do executivo socialista da Câmara Municipal de Braga.
A reformulação do conceito do mercado poderia auxiliar a uma mudança de atitude dos bracarenses em face deste importante equipamento da cidade. Instalar espaços de restauração no seu interior poderia ser uma hipótese bem sucedida, tal como criar iniciativas culturais nos seus espaços interiores.
Porque não ter animação cultural todos os sábados de manhã, realizadas pelas associações culturais do município?
Porque não criar feiras temáticas aos domingos ou integrar o mercado nos circuitos dos turistas que vão deambulando por Braga (como acontece com La Boqueria em Barcelona)?
Porque não criar uma avença de estacionamento aos sábados de manhã para os bracarenses que decidam fazer as suas compras no mercado?
Algumas ideias que podem permitir reanimar um dos espaços mais populares da nossa cidade, tal como outras localidades já estão a implementar.

PS - Veja-se o exemplo do Mercado da cidade de Porto Alegre no Brasil!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Dois casos urgentes do património bracarense

O risco de perdermos os elementos decorativos da capela de S. Sebastião são assinaláveis
Assim estão os painéis de azulejos de Oliveira Bernardes na capela de S. Sebastião
O tecto da capela de S. Miguel-o-Anjo está em risco iminente de derrocada
Em Braga, entre o vasto património edificado da nossa cidade, subsistem dois casos de urgente intervenção: a capela de S. Miguel-o-Anjo e a capela de S. Sebastião das Carvalheiras. Ambas as edificações apresentam um elevado risco de perecerem perante o envelhecimento das estruturas.
A capela de S. Sebastião das Carvalheiras foi reedificada em 1715 sob patrocínio de D. Rodrigo de Moura Telles, e projecto de Manuel Fernandes da Silva. Resulta de uma primitiva capela mandada construir por D. Diogo de Sousa. Detém um notável conjunto de azulejos da autoria de António de Oliveira Bernardes. No seu interior encontra-se um rolo de cera do tamanho da cerca medieval de Braga. Atualmente, apesar do restauro do telhado já ter sido efetuado, as infiltrações apodreceram os retábulos e danificaram os painéis de azulejos e os tectos. O catavento foi retirado por perigo de queda. A intervenção é urgente!
A capela de São Miguel-o-Anjo será mais desconhecida dos bracarenses. Localizada na freguesia de Maximinos, muito próxima da estação, resulta da transferência de uma antiquíssima capela que existia junto à porta da Ajuda, no local de passagem das Carvalheiras para o Campo das Hortas. Desmantelada no início do século XIX, foi transferida para o atual local, juntamente com so retábulos da autoria de André Soares. Era o local onde tradicionalmente os arcebispos se paramentavam para fazer a sua entrada solene na Sé.  Para além da necessária substituição do telhado, tem a sua abóbada em risco iminente de desabar, pelo que se encontra atualmente vedada.

Dois casos urgentes do património bracarense que devem mobilizar a comunidade, os amantes do património e os responsáveis locais.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Memória Maior: campo de Santiago

Esta foto do largo de Santiago é bastante curiosa e rara. Deverá remontar aos anos 1850-1875, pelo facto de ainda se vislumbrar a fachada do antigo colégio dos Jesuítas sem a porta que actualmente possui. Esta fachada, ao contrário do que muita gente supõe, não era a entrada principal do colégio, pois esta localizava-se ao lateral à entrada da igreja, voltada ao largo de S. Paulo. Nesta fachada só existiam janelas. A porta em estilo renascença que actualmente admiramos era pertença do antigo seminário de S. Pedro, que se localizava no campo da Vinha e foi transferido solenemente para este edifício no ano de 1880. Nessa altura o antigo pórtico do seminário foi trazido para o novo edifício do seminário, tendo sido colocado na fachada voltada ao campo de Santiago.
Outra curiosidade desta foto é a perceção clara do desnível existente neste espaço urbano, que foi rebaixado mais de um metro desde a Idade Média. A Torre de Santiago, cuja passagem se fez até 1721 pelo interior da mesma, apresenta ainda hoje a antiga passagem. Pelo seu limite inferior podemos percecionar qual seria a cota do pavimento deste campo quando a torre foi construída. À imagem do que sucedeu no largo Paulo Orósio, o desgaste do tempo, rebaixou naturalmente esta área da cidade. É interessante hoje passar nesses espaços urbanos e perceber como ainda são nítidos os sinais do passado.

Um espião no balneário?

Tem sido insistente num dos matutinos desportivos a ideia de que o Sporting Clube de Braga está interessado em acolher jogadores emprestados do Benfica. Primeiro foi Nélson Oliveira, depois Fariña, depois Jardel, agora é Hugo Vieira.
Não tenho nada contra os jogadores em causa, os quais admiro particularmente. Todavia ter jogadores emprestados de um clube que pode vir a ser - como tem sido nos últimos anos - um rival directo do Braga nas competições internas, é um risco excessivo que não faz sentido correr.
Quando vemos árbitros amigos condicionarem a presença de jogadores adversários contra certos clubes. Quando vemos expulsões estranhas e oportunas, fífias de jogadores cuja desconcentração não se percebe a origem. Quando sabemos que o submundo do futebol esconde muitas jogadas de bastidores, cujos efeitos só podemos desconfiar, o melhor é precaver.
Acho muito estranho que um dos jornais desportivos insista tanto na ideia de o Sporting Clube de Braga vir a ter jogadores emprestados pelo seu clube de afeição. Esta insistência não deixa de ser estranha e por ser estranha deixa-me desconfiado. Por isso mesmo, quanto à possibilidade de ter um jogador no balneário que possa vir a adoptar condutas similares ao que já vamos vendo acontecer, não, obrigado!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Maior clube do Minho fora dos ecrãs

O maior clube do Minho entra em campo esta quinta-feira na Roménia para disputar o acesso à fase de grupos da Liga Europa. O jogo Pandurii vs. Sporting de Braga está na iminência de não ter qualquer transmissão televisiva. Um dos melhores emblemas do futebol português, que entrou na principal liga a todo o gás, não merece a atenção dos operadores televisivos privados portugueses, isto porque a televisão pública já não detém qualquer direito de transmissão deste tipo de jogos.
Até quando é que a RTP só vai fazer o serviço público que lhe interessa?
As Festas da Agonia, para além da polémica corrida de touros, teve direito a diversos directos e reportagens. O São João de Braga nem mereceu uma referência de breves segundos sequer...
Assim se continua a tratar Braga nos principais órgãos de comunicação social. Se dos privados não podemos exigir muito, da RTP temos o direito e o dever de o exigir. Perante isto, quem levanta a voz para defender Braga e as suas instituições?

Braga...fun?

O candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Braga referiu recentemente numa entrevista que pretendia uma Braga "fun"... Ora, a diversão a que se referia Vítor Sousa será exactamente o quê e divertirá exactamente quem?

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O Theatro-Circo também foi de férias...

Esta foto é perfeita para ilustrar o Theatro Circo durante o mês de Agosto. Vazio! Sem oferta cultural ou de qualquer outro tipo de iniciativa! Tal como os portugueses ou os bracarenses, o Theatro Circo também foi de férias, com prejuízo para os turistas que visitam a cidade, para os inúmeros emigrantes que regressam ao torrão natal ou para os bracarenses que, durante o seu tempo estival, procurem ofertas de lazer e cultura na cidade onde vivem...
Cara vereadora da Cultura, caro Director de programação, caro Presidente da Cãmara: é assim que querem fazer destacar Braga no âmbito cultural? Ponham os olhos nos nossos vizinhos além Falperra, na cidade do Porto, ou escutem os bracarenses desiludidos e corem de vergonha!

domingo, 18 de agosto de 2013

MAIOR AO DOMINGO: Pedro Morgado

(http://www.photo.rmn.fr/LowRes2/TR1/NBDEI4/12-560938.jpg)
Braga destacada pela aposta na melhor arquitectura contemporânea
Quando caminhamos por Braga percebemos que o património edificado que o tempo (e os homens) preservaram se afirmou pela qualidade arquitectónica e pela genialidade dos artistas que lhe deram corpo. Poderíamos citar, a título de exemplo, as obras de André Soares e Carlos Amarante que se perpetuaram no tempo e resistiram praticamente imaculadas à usura dos bracarenses que os precederam. É por isso que um tempo que queira deixar a sua marca para as gerações vindouras precisa de apostar nos melhores artistas contemporâneos.

Vem isto a propósito do Estádio Axa (ou Municipal de Braga) e da forma como, por via da aposta arriscada e arrojada num arquitecto verdadeiramente genial, se converteu num ícone da cidade que resistirá com toda a certeza à usura do tempo e se converterá numa herança riquíssima para as gerações vindouras.

Quando visitei pela primeira vez o Centre Pompidou, em Paris, Le Courbusier estava em destaque. Percorri uma vasta exposição sobre este suíço que, não sendo arquitecto, foi considerado percursor da arquitectura moderna. Através da visita tomei conhecimento de um vasto conjunto de obras e projectos sobre cidades que fiquei com infinita vontade de visitar. Por estes dias, recebi de um amigo uma fotografia de Braga tirada precisamente no Centre Pompidou. É que, naquela casa-mãe da cultura e da arte mundiais, está patente uma exposição sobre a obra de Eduardo Souto Moura e em grande destaque a cidade de Braga e o seu monumental Estádio Axa. Não consegui disfarçar o sorriso e a excitação pela notícia. Quantas cidades estiveram em destaque no Centre Pompidou? Quanto vale tamanha publicidade à nossa terra num dos mais visitados centros de arte do mundo? Quantos turistas virão a Braga ver o estádio depois de o conhecerem por esta via? Quanto ficarão nos nossos hotéis e quantos comerão nos nossos restaurantes?

Apesar das muitas críticas, o Estádio Axa (ou Municipal de Braga) acabou por ser o melhor investimento de todos os que se fizeram para o Euro 2004. Senão vejamos: é de todos os que se mantêm na esfera pública aquele que tem a maior taxa de assistência nos jogos; é de todos os que se mantêm na esfera pública aquele que tem o maior número de eventos desportivos por ano; é de todos aquele que tem o maior destaque internacional e aquele que reúne o maior número de prémios, projectando a cidade e a região de uma forma ímpar.

No fundo, a moral desta história é que, quando se investe com qualidade, o retorno acaba por acontecer. E, se Braga quiser estar nos roteiros mundiais de alguma coisa, tem que investir com arrojo (nos estádios e no resto). Pode ser que a arquitectura seja outra vez uma bandeira capaz de relançar a cidade.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Festas da Agonia: deixem-nos ser minhotos!

A segunda maior festa do Minho (em número total de pessoas) arrancou ontem e promete, uma vez mais, fazer valer as tradições minhotas e a identidade de Viana do Castelo. As Festas d'Agonia são um exemplo a seguir por todas as romarias que preenchem o calendário anual minhoto. Aqui não há espaço para tradições importadas e modas animadas que corrompem a originalidade destes festejos. Consta também que a associação que organiza as festas da Agonia apresenta publicamente as suas contas aos vianenses e não é um grupo fechado, pois costuma envolver associações e cidadãos.
Uma vez mais, este ano, uma associação a favor das touradas decidiu provocar os ideais da maioria dos minhotos e organizar uma corrida de touros na qual cerca de 90% das pessoas que vão assistir não são vianenses. Em prol da defesa de uma tradição arcaica e que os minhotos foram eliminando civilizadamente do seu calendário festivo, esta associação quer impor a sua vontade e artificializar uma iniciativa longe de ser consensual.
No âmbito das touradas, o Minho deu uma lição ao país. Não queremos divertir-nos com recurso ao sofrimento de outros seres vivos. Não queremos aplaudir a insensibilidade e a falta de bom senso.
A Câmara Municipal de Viana do Castelo continua a movimentar-se para impedir esta verdadeira provocação.

Deixem-nos ser minhotos!   

Quem tem medo de dar a cara por Braga?

Hoje é um dia feliz para a cidadania e defesa do património em Braga. A associação juvenil JovemCoop Natureza e Cultura completa 34 anos de existência. Um dia feliz que deve servir para reflectir sobre a necessidade de fomentar a intervenção cívica na nossa cidade. Graças às intervenções públicas da JovemCoop, particularmente na última década, muitas medidas foram tomadas em prol do nosso património. Centenas de jovens puderam também ficar a conhecer melhor a sua história e os seus monumentos e assim serem sensibilizados para a salvaguarda do seu legado comunitário.
Graças à JovemCoop, e muito particularmente à tenacidade do seu coordenador-geral Ricardo Silva, Braga ficou convencida que os cidadãos são uma força de transformação da realidade.
Hoje a JovemCoop tem novo rosto, a Margarida Pereira, e o Ricardo Silva decidiu abraçar um desafio para o qual está impressionantemente talhado: ser presidente da Junta de Freguesia de S. Victor!
Ao contrário do Ricardo Silva, que possivelmente se deu ao luxo de recusar propostas de envolvimento partidário quer na antecâmara das autárquicas de 2009, quer nas que se vão disputar este ano, outros abraçam de forma imediata a proposta que lhes é feita, mesmo quando são terceira opção, mesmo quando juraram publicamente jamais votar no partido que lhes fez o convite...
Esses outros são os mesmos que, não apresentando qualquer currículo de intervenção cívica pela sua cidade ou freguesia, vêm agora tentar descredibilizar aqueles que nunca tiveram medo de dar a cara por Braga e por aquilo em que acreditaram, dizendo que só o fizeram porque já tinham como fito ambições políticas...
De facto, há independentes e independentes. Uns surgiram como rostos de candidaturas devido ao seu percurso cívico exemplar, ao seu altruísmo e envolvimento comunitário. Veja-se os casos de, não apenas Ricardo Silva, mas também Ricardo Sousa, apoiado pelo PS em S. Lázaro e S. João do Souto, para citar outras forças partidárias. Outros surgiram seguramente por motivações que não a cidadania. Cabe aos bracarenses avaliar...
Mesmo com toda a contra-campanha, as tentativas caluniosas de descredibilizar aqueles que sempre deram a cara por Braga, os cidadãos sabem distinguir o trigo do joio e há provas irrefutáveis em favor desse discernimento. A JovemCoop, hoje de parabéns, é uma delas!
Continuemos a lutar por uma Braga Maior!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Aí está o Portocentrismo da entidade de turismo

Os turistas do Porto não conseguem aferir da existência da cidade de Braga...
Durante o mês de agosto decorre na Alfândega do Porto uma espécie de festival gastronómico em miniatura. Na entrada grandes painéis davam a entender o também grande patrocínio conferido pela auto-proclamada entidade de Turismo do Porto e Norte. No interior do recinto estava um stand da tal entidade de turismo onde estavam expostas imagens de marca da região que diz patrocinar, vídeos e desdobráveis de alguns lugares do território. Onde estavam imagens de Braga ou dos seus principais monumentos e eventos? Onde encontrar as referências à terceira cidade do país e a uma das mais monumentais e históricas cidades de Portugal?
Não se consegue entender como é que um evento com muito maior impacto e número de visitantes como a Braga Romana tenha sido ultrapassado por uma feirinha gastronómica realizada na Alfândega do Porto. É gritante a indiferença desta entidade para com muitas das principais localidades da região, isto quando comparada com a excessiva atenção que colocam sobre a sua cidade do Porto!
Perante isto continua o silêncio dos responsáveis autárquicos de Braga e das instituições que deveriam defender os nossos interesses...
Para quando um movimento popular a exigir o lugar que Braga merece na missão da entidade de turismo?

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Afinal quem são os fascistas?


Quem não aceita os resultados eleitorais, não tem outro caminho senão arranjar bodes expiatórios e tentar impôr-se ao país.
Afinal, serão fascistas aqueles que tentaram evitar uma ditadura comunista? Ou serão fascistas aqueles que não aceitaram a decisão democrática do povo e tentaram - pela força - tomar conta do poder? Ainda se lembrarão alguns do 25 de novembro de 1975?
Ainda bem que Mário Soares e Sá Carneiro eram líderes dos dois partidos mais votados no meu país em 1975.
Quem quiser faça o seu juízo.
Eu já fiz o meu...

Se a hipocrisia pagasse imposto...

Sabe quem promoveu este plano viário para as Sete Fontes até às pressões dos cidadãos e da Junta de Freguesia de S. Victor liderada por Firmino Marques conseguirem demover os seus promotores? Sabe quem iria lucrar com este projecto? Sabe qual foi o executivo municipal que iria promover a construção de estradas sobre os terrenos das Sete Fontes? Sabe de que partido era esse executivo municipal? Conhece alguma intervenção pública em favor das Sete Fontes dos seus actuais protagonistas?

Se a hipocrisia pagasse imposto...

Considerações sobre a estátua ao Cónego Melo

Não se tem falado de outro assunto nos últimos dias que não seja da colocação da estátua ao Monsenhor Melo e das reações que tal empreitada provocou. Até aquela imprensa que não se sujeitou a colocar cá os pés no maior evento da cidade, veio agora feito Madalena arrependida dar destaque a um assunto que talvez lhes traga mais ganhos na audiometria...e que não minoriza o que se passa no Porto.
A minha opinião pessoal, sustentada desde 2002, é que esta estátua não deveria ser colocada. Sou contra, portanto. Não pelo que se diz da pessoa em causa ou pelo que ela significa para algumas facções políticas, mas simplesmente porque entendo que uma cidade como Braga deve homenagear primeiramente muitos outros cidadãos que a honraram até chegar ao Monsenhor Melo. É uma questão de justiça histórica. Não posso entender esta homenagem, quando falta dignificar a memória de D. Diogo de Sousa, D. Rodrigo Moura Telles, Lopes Gonçalves, André Soares, Manuel Monteiro, entre outras figuras a quem esta cidade tanto deve.
Também não aceito que a oportunidade desta estátua seja dada para abafar um assunto incómodo para o atual executivo, retirando-lhe o mediatismo que deveria ter merecido.
Conheci pessoalmente o Monsenhor Melo e do contacto que tive apenas posso bendizer a pessoa. Esta opinião é partilhada - com irrefutáveis demonstrações - por muitos amigos meus que com ele partilharam relações pessoais. Do outro lado, daqueles que o maldizem, aparecem apenas suposições, especulações e o "ouvir dizer que". Muitos dos que vandalizam a sua memória nem sequer eram nascidos à altura das polémicas que agitaram o verão quente de 1975.
É certo que ninguém é perfeito e o Monsenhor Melo também teria aspectos menos positivos da sua conduta, alguns mais públicos que outros. Não sou, contudo, ninguém para o julgar.
Concordo, apesar disso, que é legítimo que muitos bracarenses sintam que esta homenagem não é justa e se queiram manifestar. Estão no seu direito de cidadãos e democratas.
Recordo que a maior prova da democracia é a tolerância perante quem pensa de forma diferente, desde que essa opinião não se revele uma ataque pessoal ou corporativo. Portanto, o direito à manifestação é legítimo e salutar, porém o insulto, a agressividade ou a violência já não são caminhos legítimos de quem se diz democrata.
Pessoalmente não sou a favor da colocação da estátua, mas tenho absoluto respeito por quem a defende. Repudia-me tanto a colocação prematura desta homenagem ao Monsenhor Melo, como a avenida dedicada a Álvaro Cunhal recentemente inaugurada em Lisboa. Ambos são figuras controversas, um por supostamente lutar contra a instauração em Portugal de uma ditadura comunista, outro por supostamente o promover.
Se queremos fazer leituras históricas, há que não esquecer que a mesma história tem sempre dois lados e quanto a espírito democrático, muitos representantes de certas facções políticas não podem dar lições a ninguém.
Haja bom senso!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Memórias de Braga: campo Conde de Agrolongo

© Memórias de Braga (Facebook)
A memória da cidade de Braga entre a segunda metade do século XIX e inícios da centúria seguinte está patenteada particularmente nos postais ilustrados, fonte inesgotável para a bracarografia.
O postal que acima vemos deverá remontar aos anos de 1911 e 1912, a atestar pelos trabalhos quase concluídos da reabilitação do antigo convento do Salvador, renovado para servir de asilo de mendicidade pelo benémerito "torna-viagem" Conde de Agrolongo.
Para além das movimentações típicas de um dia de feira, algo que nos leva a recordar que era aqui o recinto onde se realizava, podemos observar a fonte atualmente colocada no largo Carlos Amarante, que teve aqui o seu primitivo local de implantação. Esta fonte, renovada no primeiro quartel do século XIX, conforme atesta uma inscrição que exibe, deverá remontar ao século XVII e apresenta uma enorme obelisco que a singulariza entre os demais fontanários. Foi deslocalizada para o largo Carlos Amarante na sequência das renovações urbanísticas levadas a cabo no mandato do coronel Lopes Gonçalves como presidente da Câmara (1913-1915).

O primitivo retábulo-mor de Tibães

O mosteiro de S. Martinho de Mire de Tibães, um dos maiores orgulhos patrimoniais de Braga, tem uma vasta história, sendo a sua fundação anterior à própria nacionalidade.
Entre as diversas fases construtivas que atravessou, a que deixou as marcas mais vincadas coincidiu com os trabalhos de André Soares e do seu discípulo Frei José Vilaça na igreja monacal. O retábulo-mor que hoje se observa, obra prima do rococó soaresco, no qual trabalharam aqueles dois mestres, veio substituir um retábulo maneirista do século XVII que não foi sacrificado às novas modas da arquitectura. Os monges de Tibães assentiram que o mesmo retábulo fosse transportado para um outro mosteiro beneditino localizado em S. Romão do Neiva, Viana do Castelo.
Quem hoje quiser apreciar o primitivo retábulo de Tibães pode ir a este mosteiro vianense e vislumbrar um pouco da arte sacra tibanense antecessora do rococó de André Soares e Frei José Vilaça.
Um pedaço de Braga exposto em terra minhota!

domingo, 11 de agosto de 2013

Os verdadeiros defensores das Sete Fontes

Muitos gostam de dar a cara pelas Sete Fontes, porém poucos fizeram algo pela sua proteção
Quem é que prometeu um parque verde nas Sete Fontes em 2008 e depois projectou uma via rápida que iria dizimar quase toda a sua área?
Que partido político, estando no executivo municipal e na junta de freguesia, permitiu e promoveu silenciosamente a alteração de PDM que colocou a área das Sete Fontes como urbanizável?
Que presidente da junta de freguesia de S. Victor se revoltou contra o destino das Sete Fontes e mobilizou a comunidade em sua defesa?
Que associações e dirigentes associativos deram a cara, sem medo, pela defesa do monumento e da sua envolvente, mesmo perante aliciantes promessas de silenciamento?
Que vereadores do urbanismo se comprometeram a defender as Sete Fontes, sem contudo darem um único passo definitivo na direcção da sua defesa?

PS - É muito bonito visitar as Sete Fontes e, indo de encontro ao anseio dos bracarenses, fazer juras sobre o seu usufruto público e protecção. Todavia, as evidências e contradições acabam por cair-lhes em cima como um peso, só evitado pela amnésia... Haja moralidade!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Cultura Maior: Apontamentos de Braga

A exposição está disponível a partir de hoje e dura até 8 de setembro
O Museu da Imagem acolhe até ao dia 8 de setembro uma exposição de fotografias dos espaços urbanos de Braga na primeira metade do século XX. Trata-se de mais uma série das muito participadas exposições que visam mostrar o Arquivo Aliança e o Arquivo Arcelino, que estão na posse da Câmara Municipal.
Para os bracarenses que quiserem dar um passeio na máquina do tempo, aqui fica uma oportunidade única. Uma iniciativa a não perder!

Escala na Roménia para o topo da Europa

Está escolhido o adversário do Sporting de Braga no play-off da Liga Europa. O Pandurii Târgu Jiu, clube da Roménia, vai ser o obstáculo a enfrentar para atingir a fase de grupos. Este clube, atual 2.º classificado da liga romena, eliminou recentemente o poderoso Hapoel Tel Aviv da competição. Portanto, é uma equipa a ter em conta na disputa à próxima fase da Liga Europa. A sua melhor classificação no campeonato romeno foi, porém, o 11.º lugar em duas ocasiões. O Pandurii Târgu Jiu está sediado na cidade de Târgu Jiu, no sudoeste da Roménia, onde residem cerca de 90 mil pessoas.
O maior clube do Minho joga a 1ª mão na Roménia a 22 de agosto e a 2ª mão no Estádio Axa a 29 de agosto.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Os protagonistas emergentes de Braga

Há protagonistas emergentes na minha cidade que me fazem temer o futuro. Como bracarense, aluno da Universidade do Minho e sócio do Sporting Clube de Braga sou obrigado a questionar-me sobre algumas ascenções meteóricas.
É o caso de José Mendes, ilustre Vice-Reitor da Universidade do Minho, especialista no futuro das cidades e no seu ordenamento. Será certamente alguém com muitos méritos pessoais e académicos, que obviamente não questiono.
É Presidente da Assembleia Geral do Sporting de Braga, mas dizem que suspira por outro emblema. É Vice-Reitor da Universidade do Minho e nessa qualidade tratou da rápida resolução do caso bicudo da Quinta dos Peões, não sei se com contento devido dos interesses da cidade e da própria universidade. Foi ainda um dos nomes sugeridos para concorrer à Câmara Municipal de Braga suportado pelo Partido Socialista.
Agora, escreve crónicas a defender a macrocefalia do Porto em relação à região Norte, factor que tem sido nefasto para muitas das aspirações de Braga.

Não teremos bracarenses mais adequados ao protagonismo que representam?

Sporting de Braga: o hábito de vencer

O Sporting de Braga levantou ontem o troféu do torneio Guadiana, a mais prestigiante prova da pré-época nacional. Depois de duas vitórias por 1-0 sobre os ingleses do West Ham e sobre o rival directo Sporting, os arsenalistas foram a equipa mais forte na prova, acrescentando mais um caneco ao palmarés. Apesar do torneio estar construído para favorecer um dos participantes - o Sporting foi o único que teve um dia de descanso entre jogos - foi o nome "Braga" que se escutou no final.
É certo que esta prova não conta muito no âmbito competitivo, mas manifesta um sinal muito positivo do novo Braga que se ergue, depois de uma época de pouco ou nenhum futebol e de muitas expectativas defraudadas.
Jesualdo Ferreira parece ainda ter dúvidas sobre algumas peças do meio campo e da defesa, mas nota-se a consolidação de uma forma de jogar mais equilibrada, sem contudo retirar a ambição. Nuno André Coelho e Joãozinho na defesa não parecem ser de fiar, mas no meio campo vai-se afirmando cada vez mais a inclusão de Rafa e de Luiz Carlos, dois reforços de luxo, que podem atirar Micael ou Alan para o banco de suplentes.
Na frente, não faltam opções: Edinho pode ser aposta certa até Éder se recuperar; nos flancos Agra, João Pedro, Pardo ou Hélder Barbosa podem ser artífices.
Muita atenção a Mauro! Que grande exibição ontem!

Os bracarenses podem estar descansados. Temos equipa!

PS- Lamentável as capas de alguns dos matutinos desportivos. Foi o Sporting que perdeu o torneio e não o Braga que o venceu... Até quando esta imparcialidade?


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Oportunismo eleitoral a todo o gás...

A renaturalização e reabilitação das margens do rio Este é uma obra de muito mérito, que vai dar aos bracarenses mais um local de lazer e desporto. Apesar do aperto urbanístico permitido nas últimas décadas junto ao leito do rio, e mesmo que o projeto exigisse alguns ajustes - nomeadamente a ligação contínua ao complexo desportivo da Rodovia ou a reformulação do pavimento na zona dos Galos em que se cumpre o percurso - significa um avanço civilizacional na zona urbana. Pessoalmente estou ansioso pela conclusão das obras, porque entendo que a obra vai ser uma mais valia para a cidade, verdadeira auto-estrada para peões e amantes da bicicleta entre Maximinos e a Universidade.
A verdade é que o projecto que a Câmara Municipal leva a cabo presentemente não é mais do que tentar remendar os erros crassso no planeamento urbano de Braga cometidos nas últimas décadas e corresponder às novas directiveseuropeias a respeito dos leitos urbanos
Ora, as obras que se iniciaram em julho de 2011, depois de um imbróglio legal à moda de Braga, tinham um prazo legal de execução de 365 dias. Pelas contas de qualquer cidadão já deveriam estar terminadas há cerca de um ano. Aliás, os cidadãos que residem próximo do leito do rio Este foram percebendo o género de andamento das mesmas. Agora, em vésperas do duelo eleitoral é ver as máquinas a trabalhar apressadamente e o cenário a compôr-se para uma pomposa inauguração nos derradeiros dias do edil que ficará para sempre recordado como um dos atrofiadores do rio mais bracarense do mundo.

Será que ainda há bracarenses a deixarem-se levar por este tipo de eleitoralismo barato?

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O pórtico da devesa dos Arcebispos

A quinta da Mitra foi expropriada em 1911 para dar origem ao parque da Ponte
Uma parte do parque da Ponte, como sabemos, resulta da expropriação pós-republicana da antiga quinta que os arcebispos possuíam neste recinto. Os limites dessa propriedade eclesiástica são-nos dados pelo muro que separa o espaço circundante da capela de S. João da Ponte, oficialmente na posse da paróquia de Santo Adrião, e o dito parque, onde se encontra o lago.
Da antiga devesa dos arcebispos resta ainda uma fonte, a residência oficial e as casas dos caseiros, para além do portal primitivo que ostenta a cruz arcebispal. A entrada fazia-se, não pela zona da Ponte, mas através de um caminho rural que atravessava o atual parque de Exposições via Pelames.
Essa antiga entrada, outrora escondida, pode agora ser apreciada num dos recantos do parque infantil do renovado parque da Ponte.
Um pedaço da nossa história brácara ali mesmo à mão!

O Mercado da Sé


Em tempos localizava-se diante da Sé a denominada Praça do Pão, mandada abrir por D. Diogo de Sousa no início do século XVI. Nos anos 30, a Direcção Geral dos Monumentos Nacionais, decidiu destruir o bairro das travessas, situado na lateral da catedral, para desafogar o monumento. Agora, o rossio da Sé vai acolhendo algumas iniciativas interessantes (aquelas que não deixam sujo o espaço da catedral ou minorizam o monumento).
Aqui fica o testemunho do mercado da Sé, a partir da criatividade de Henrique Rocha.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O melhor vereador da cultura de Braga!


Sérgio da Silva Pinto (à direita) foi vereador da cultura entre 1949 e 1961
Numa altura em que os bracarenses ficaram a saber que uma das principais candidaturas não vai apresentar um vereador candidato a este pelouro e enquanto na outra se perfila uma grande figura da cultura e do património, é útil recordar aquele que foi provavelmente o melhor vereador da cultura que já passou pela Câmara Municipal de Braga. Sérgio da Silva Pinto, ilustre professor da Faculdade de Letras do Porto, foi o mais notável ocupante deste pelouro. Nascido em 1915 e falecido prematuramente em 1970, este bracarense de gema cedo manifestou uma paixão pelas causas e pela história da sua terra.
Formado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Universidade de Coimbra, foi um dos mais ilustres nomes da cultura em Braga, tendo legado inúmeros artigos no âmbito da bracarografia. Desempenhando brilhantemente o papel de vereador da cultura nos mandatos de Santos da Cunha na Câmara Municipal de Braga, organizou as comemorações do XIV centenário de S. Martinho de Dume (1950), o Congresso do IV centenário de Francisco Sanches (1951), o I Congresso de Etnografia e Folclore (1955), o colóquio de Estudos Suévicos-Bizantinos (1957) e o Congresso Histórico de Portugal Medievo (1959). Dirigiu com brilhantismo a atualmente adormecida revista “Bracara Augusta”, sendo o mentor do melhor período da existência desta publicação.
Graças a Sérgio da Silva Pinto a capela de S. Frutuoso passou a ser mais valorizada no contexto da arte pré-românica em Portugal, tendo ainda sido potenciador de inúmeras iniciativas culturais durante os seus mandatos. O reconhecimento pleno de Francisco Sanches como bracarense deve-se a si e aos seus estudos, causa reconhecida com a colocação de uma estátua deste filósofo na cidade.

domingo, 4 de agosto de 2013

Ricardo Rio o favorito dos leitores do Braga Maior

Com cerca de 60% de opiniões favoráveis, Ricardo Rio vai confirmando a cada vez mais inequívoca dinâmica de vitória. O inquérito realizado pelo blogue Braga Maior ao longo dos últimos 9 dias coloca o candidato da coligação Juntos por Braga numa liderança destacada. Vítor Sousa apenas convence 22% de opiniões que acreditam tratar-se do favorito à vitória, seguindo-se Inês Barbosa da candidatura Cidadania em Movimento, onde prontificam muitos dos cidadãos que costumam visitar o nosso blogue. Carlos Almeida fica-se pelos 2%.
Este inquérito, limitado naturalmente aos habituais leitores deste blogue, manifesta alguma inflação de resultados devido à natural incidência dos habituais resultados estatísticos, porém confirma as tendências de crescimento de Ricardo Rio e da Cidadania em Movimento. Aqui, o populismo e o eleitorado menos informado não consegue manifestar os seus efeitos.
Faltam 58 dias para as autárquicas 2013!

A morte lenta das tílias do parque da Ponte

Piso de cimento e granito está a comprometer as árvores centenárias de S. João da Ponte
As tílias do parque da Ponte, já quase centenárias, encontram-se em sério perigo de desaparecer. Graças à pavimentação do recinto circundante à capela de S. João da Ponte, inaugurado há pouco mais de um ano, o acesso das vastas raízes desta espécie arbórea está parcialmente vedado, tendo já sido o possível causador da queda de uma das árvores sucedida recentemente.
Mais uma vez, o projecto de renovação do parque da Ponte vai revelando as suas falhas, tal como aqui já havíamos antes discutido.
Por aqui se vê que as intervenções no espaço público, para além do necessário envolvimento das associações e dos cidadãos que habitualmente o frequentam, exige a constituição de equipas multi-disciplinares que permitam uma discussão e abordagem ampla das intervenções.
As obras municipais não devem servir nem para mascarar a incúria, nem para alimentar egos de arquitectos, por mais premiadas que possam ser.
Efectivamente a intervenção no parque da Ponte está bem conseguida e corrije, de certa forma, as décadas de abandono e desinteresse, mas não apaga o facto de não deter bancos com encosto - que permitam que as pessoas desfrutem do local - de possuir um piso proibitivo para pessoas com mobilidade reduzida e castrador das tradições sanjoaninas, ou ainda de não possuir parqueamento para autocarros, ao contrário do que estava previsto no projecto inicial. Não nos esquecemos também do facto do parque não possuir candeeiros e da insegurança continuar a ser um problema a certas horas do dia, a mesma insegurança que fez desaparecer o busto de Gonçalo Sampaio. E as pedras dos monumentos desparecidos de Braga não poderiam estar a enriquecer este espaço, em vez de terem sido arrumadas no estacionamento da Câmara Municipal?

Vamos salvar as tílias do parque da Ponte?

sábado, 3 de agosto de 2013

Minho Maior: Gualterianas em Guimarães

@ www.guimaraes2012.pt
A cidade de Guimarãers vive, até segunda-feira, as festas da cidade e Gualterianas, em honra do frade que há quase 800 anos ali fundou um convento. O momento alto dos festejos, para além da procissão de amanhã à tarde, é a marcha gualteriana, uma oportunidade para exibir louros e talentos, para além de pôr ao serviço da comunidade uma certa veia crítica, vital em democracia. Segunda-feira, a partir das 23h00...

PS - Para quem não quiser ir tão longe, tem este fim de semana as festas de Dume e de S. Pedro de Oliveira.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Um prédio bem bracarense!

Algures na freguesia de S. Vicente, no hall de entrada de um prédio onde convivem perto de duas dezenas de apartamentos, está colocado um exemplar do mapa de Braunio, a famosa cartografia de Braga datada de 1594. Uma descoberta surpreendente que confirma este crescente orgulho das gentes de Braga pela sua história. São estas pequenas marcas que vão moldando uma cidade com identidade!
Haja mais prédios com habitantes assim!

Prestes a ser o 4.º grande na Europa!

Jogos nas competições europeias:

1.º Benfica: 362 jogos
2.º Porto: 329 jogos
3.º Sporting: 282 jogos
4.º Boavista: 100 jogos
5.º Sporting de Braga: 95 jogos
6.º Vitória de Setúbal: 64 jogos
7.º Vitória de Guimarães: 58 jogos
8.º Marítimo: 32 jogos
9.º Belenenses: 24 jogos
10.º Nacional: 18 jogos

Continuar a construir esta história!


O emblema de um autêntico bracarense é o que transporta o nome e símbolo da sua cidade.
Esta noite, a partir das 20h30, aí está a apresentação de uma época para a história.
Força Braga!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Apresentar as contas das Festas de S. João!


Quem tem a seu cargo um evento que é património de todos os bracarenses, tem o dever de apresentar as contas ao município e aos cidadãos, caso contrário o município deve assumir novamente a organização dos festejos. As Festas de S. João pertencem a todos os bracarenses e não a um grupo de cidadãos.

Espaços Verdes: à 11.ª vez só cai quem?


Uma nova cidade está a nascer - CMB from MezzoLab on Vimeo.

Há 37 anos que Braga é governada por executivos socialistas, sempre liderada por Mesquita Machado (com uma célebre interrupção...). Ao longo de todo este tempo, os bracarenses viram a sua cidade crescer urbanisticamente e ser dotada com um parque habitacional invejável. Porém, a cidade continuou a viver à sombra do parque da Ponte, inaugurado em 1922, e dos espaços disponibilizados pelas instituições da Igreja como o Sameiro e o Bom Jesus, entre outros. Algumas anotações interessantes em algumas urbanizações, como foi o caso da quinta de Sotto Mayor, e pouco mais.
Ao longo de todos estes anos não faltaram promessas verdes a iludir os bracarenses urbanos:
  • Em 1982 o parque do monte Picoto,  que vai ficar prontinho "in extremis" antes de terminar o mandato;
  • Em 1997 iria ser construído o "novo Bom Jesus do Monte", que seria o parque urbano da zona Norte, do qual apenas foi construído um estádio e umas piscinas em potência;
  • Em 2008 foi o parque das Sete Fontes, não sem que se tentasse fazer passar uma via rápida que iria dizimar todo o local;
  • Em 2008 até o pequeno recinto de Guadalupe iria ser recuperado a expensas da zelosa autarquia...
  • Em 2013 (finalmente!) vai ficar pronta a regeneração das margens do rio Este, depois de anos de abandono e de uma permissividade abusiva quanto à construção junto das mesmas margens.
A estratégia é simples: promete-se em períodos pré-eleitorais e depois espera-se que as pessoas iludidas se esqueçam do prometido. Agora, e em vésperas de um duelo eleitoral que promete ser pesaroso para as hostes socialistas, surge um cândido vídeo, pela inocente voz de uma criança, e uma rídicula exposição a prometer que afinal vão fazer tudo aquilo que nunca tiveram interesse em fazer em 37 anos de gestão pública.

Como diz o povo, e bem:
À primeira quem quer cai.
À segunda cai quem quer.
À terceira quem é tolo.
À décima primeira vez (o número de eleições autárquicas), nem sei o que dizer...