terça-feira, 12 de março de 2013

Não perca tempo a separar o lixo...

12 comentários:

  1. Isto é uma enorme asneira e um mau serviço de cidadania. Qualquer pessoa minimamente informada sabe que este é um procedimento normal. A separação final do lixo faz-se não nos contentores mas na triagem no aterro. Até porque é necessário proceder a um controlo da separaçao realizada. Seja ela motivada por erro, desleixo ou até boicote. A deposição do lixo tal como a foto documenta no transporte não comprometa a separação doméstica e garante uma economia na logística de recolha, com a vantagem de diminuir a emissão de gases de combustão.

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    1. Naturalmente que irei continuar a separar o lixo orgânico do lixo reciclável, tal como faço há anos. Todavia, vou reflectir se vale a pena perder tempo a separar os três géneros...

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  2. Ó Filipe, não venhas atirar areia para os olhos do pessoal.
    Já chega o outro andar pelos jornais e televisões a gritar que lhe andam a roubar o lixo e a ameaçar que vai aumentar novamente as taxas de resíduos...

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  3. Tenho muita dificuldade em acreditar no tamanho da ignorância das pessoas que não reciclam/deixam de reciclar baseados em evidências destas. Será preciso que todos façam uma visita à Braval para constatar que estão lá 14 pessoas a separar o lixo que realemnte interessa separar (já foi encontrado, em Braga, um sofá dentro de um ecoponto - e não, isso não se recicla). Quanto muito, o que se junta em Braga é o conteúdo do ecoponto azul com o amarelo, mas toda a reciclagem sofre nova separação na Braval.

    Pois bem, viva Portugal e viva Braga, respectivamente o segundo país com maior taxa de abandono escolar da UE e cidade com escolas secundárias públicas a ficar muito atrás de cidades, no ranking, como por exemplo Coimbra. Viva isto tudo, na verdade - a ironia do povo português de Braga, que, além de achar que a crise é só económica, como o resto de Portugal, acha também que vive numa cidade espectacular e que cá para cima somos todos muito desenvolvidos - até (quase) temos um Dolce Vita e até (quase) temos as emlhores piscinas olímpicas do país. Deus me livre - abrir esses olhos gente.

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  4. se a braval emprega 14 pessoas para separar o lixo, quantas empregará se ninguém separar o lixo em sua casa?
    aí está uma medida concreta para combater o desemprego....

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  5. Ó anónimo sem fé: as tuas dificuldades são compreensíveis, ainda para mais sendo evidente (para todos menos para ti) que aquilo que te aflige não está minimamente em causa neste post.

    Aquilo que a imagem questiona é o interesse, a lógica, a necessidade de se fazer separação dos diversos materiais recicláveis na hora de os depositar nos ecopontos respectivos, quando se constata que são transportados de forma não compartimentada. Aliás, fica colocada em causa a própria razão de existirem ecopontos diferenciados, de serem instalados em baterias de três, de se andar a gastar milhões a ensinar os códigos de cores.

    É a própria estupidez do sistema montado que aqui se procura denunciar. Mas, pronto, tu tens as tuas dificuldades...

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  6. É facilmente demonstrado que o transporte, ainda que não compartimentado não compromete a separação doméstica. Para isso bastará assistir a uma descarga. A taxa de contaminação no transpote e descarga e o maior problema até será a descarga é muito baixa. Isto é um problema típico de optimização de logistica ainda que pareça contrariar a nossa intuição. Razão pela qual faz todo o sentido fazer a separação doméstica e a existência dos 3 ecopontos diferenciados. Eis porque levantar a questão da utilidade é que me parece perigosa, para não usar a expressão estupidez de um comentário que possui uma carga ofensiva. Até porque nesta fase em o fundamental é fazer educação ambiental. Acresce ainda que futuro poderá ser mais adequado proceder de outra forma pelo que o sistema de separação em 3 ecopontos não poderia deixar de ser assim.

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  7. Caro anónimo:
    Dizes que esta forma de transporte retratada não compromete a separação doméstica. Aquilo que certamente querias dizer é que tal não redunda num completo desperdício da acção do bem-intencionado e esforçado cidadão que se dá ao trabalho de separar os diferentes tipos de materiais recicláveis; sendo, no entanto, inegável que se está perante um retrocesso no processo de reciclagem e contrário às boas-práticas exigíveis neste contexto.
    Ou melhor. até podes tentar negá-lo; todavia, não deixa de ser uma evidência.

    Dizes que esse retrocesso (mínimo, na tua opinião) se justifica plenamente pela optimização da logística. Ora, a ser considerada válida essa razão para a acção da empresa, ela terá de ser igualmente validada para o comum dos cidadãos. A verdade é que, em termos logísticos, eu só saio a ganhar em não proceder à separação dos diversos materiais recicláveis. Poupo tempo e energia. Em que ficamos, então?

    Dizes que é fundamental fazer educação ambiental. Ora, um dos princípios da educação é não malbaratar o esforço exigido aos educandos; senão, as pessoas sentir-se-ão desrespeitadas. E é isso o que se sente ao olhar para a imagem do post: desrespeito. Que tu não o reconheças, isso é que parece perigoso (para não usar a expressão...).

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  8. Caro zeca, devo entender então que o melhor seria então fazer a recolha com mais uma volta (julgo que o vidro possui uma recolha própria), necessitando de mais equipamentos (camiões), gastando mais horas, e mais combustível por cada tonelada recolhida. Isso sim é que seria uma coisa boa. Sabe o que seria bom para não perder tempo? Continuar a depositar em aterro tudo. Para quê chateá-lo com essas coisa de saber a cor por que deve separar o lixo, já para não falar, como disse, do tempo e da energia que gasta nessa tarefa. Toda a gente a reclamar do estado gordo que nos leva o dinheiro em impostos e depois reclamamos e gritamos: desrespeito! Tudo porque houve quem tivesse a inteligência de fazer contas e procurar a eficiência. Como o que me interessa é ser construtivo, e para que não fiquemos entregues a opiniões dos Zecas, com todo respeito, deixo um link para uma tese de mestrado sobre o tema (https://dspace.ist.utl.pt/bitstream/2295/938266/1/Dissertacao.pdf). Assim que cada um haja como entender. Se quiserem ser Zecas deixem de separar o lixo, mandem tudo para o aterro e façam com que ele se esgote mais rapidamente. Se não quiserem ser Zecas percebam que procurar a eficiência no maior custo – a recolha, não é um desrespeito por ninguém. É até um estranho caso de eficiência neste estado balofo e pirata.

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  9. Caro anónimo, agradeço o link que deixaste. Apesar de algumas gritantes faltas de rigor, a tese até se revela de bastante interessante leitura. Um pequeno senão: o dito estudo não traz qualquer dado pertinente para o que está em discussão neste post. Mas desconfio, caro anónimo, que esse pequeno pormenor te passa completamente ao lado. O que torna sumamente difícil prosseguir este diálogo com um mínimo de clareza e objectividade. Fiquemos por aqui, pois.
    Uma última nota: há que reconhecê-lo, não sou completamente imparcial. Na minha lista de instituições balofas e piratas, a Braval e seus gestores ocupam lugar de destaque.

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  10. Meu caro se percebe a pertinência da tese com o que aqui se discute nem vale a pena perder mais tempo consigo. Quanto ao resto, apenas lhe digo a Braval não é o problema. O problema é o apelo à não separação. Claro que percebo as intenções com que é feito. Só que isso ainda piora tudo. O combate político não pode justificar tudo e isso é mais uma coisa que nos separa.

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  11. já tive oportunidade de assistir ao despejo do lixo dos ecopontos, e cada camião só recolhe o lixo de um ecoponto específico, passado alguns minutos, vem um outro camião esvaziar outro ecoponto.

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