sábado, 30 de março de 2013

Lá se vai o salão egípcio...

© Fernando Mendes
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O sector comercial tornou-se ao longo dos tempos como o principal motor da economia da cidade de Braga. Devido a isso, as instituições ligadas aos comerciantes adquiriram uma influência muito positiva sobre as forças vivas da cidade, estando quase sempre vinculadas aos grandes acontecimentos do calendário bracarense. É certo que o grémio comercial de Braga não chegava para construir um palácio da Bolsa, como a congénere portuense conseguiu, mas foi autora igualmente de espaços emblemáticos, que hoje se encontram em grande risco.

O Ateneu Comercial, localizado na rua dos Chãos, e o salão egípcio, ligado ao sindicato do Comércio, na rua do Souto, são duas memórias caras a este sector económico brácaro. Se o primeiro já sucumbiu em face de interesses imobiliários, o segundo ainda pode ser salvo. Há alguns dias atrás foi colocado um grande letreiro na sua fachada, voltada à rua do Souto. Pode ser o canto do cisne...

Se a autarquia quisesse, com os mecanismos legais de classificação como património municipal, poderia tentar a conservação deste espaço, obrigando o proprietário a restaurá-lo (ou a perder os direitos de posse) numa futura reabilitação. E que tal apostar na classificação destes espaços, de forma a não os perder para o futuro? Não tanto pelo seu valor artístico, mas pelo seu inquestionável valor simbólico...

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