sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Água, um valor vital para a humanidade

Desperdiçar as Sete Fontes é pôr em causa o futuro das próximas gerações
A ONU assinalou, por estes dias, a Semana Mundial da Água, uma iniciativa criada em 1991 para alertar a comunidade internacional para a necessidade de proteger o bem mais fundamental para existir vida. Os objectivos que norteiam esta semana temática é, não apenas recordar os milhões de pessoas que em África e na Ásia não têm acesso a água salubre, mas também sensibilizar os países desenvolvidos para a necessidade de proteger as nascentes e os rios, de forma a salvaguardar recursos para as próximas gerações.
Aquilo que hoje temos em abundância, não é garantido para o futuro.
Bem fazia a alguns decisores políticos bracarenses patrocinarem esta iniciativa da ONU. Talvez olhassem para as Sete Fontes com outros olhos. Talvez não permitissem construções junto às falhas geológicas que permitem a renovação dos aquíferos. Talvez não destruíssem os canais de abastecimento, mantendo viva a utilidade deste complexo que dá de beber aos bracarenses desde há mais de 2 mil anos...

PS - A fonte do Largo do Paço bebia das Sete Fontes. Agora está sem água...

A RTP está em Braga!

A Rádio-Televisão Portuguesa, que tanto tem sido falada nos últimos dias, vai passar grande parte da sua emissão do dia de hoje na cidade de Braga.
Ainda bem que vieram, porém se alguém os vir por aí é capaz de perguntar por onde andou a RTP durante as Festas de São João, o maior evento anual para os bracarenses?

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os adversários do Braga na Liga dos Campeões

O Sporting Clube de Braga já conhece os seus adversários na fase de grupos da maior prova de clubes do mundo. Manchester United, Galatasaray e Cluj vão disputar com o maior clube do Minho duas vagas nos oitavos de final. Um grupo que parece acessível, com o aliciante de disputar dois jogos com uma das melhores equipas do mundo.
O Benfica ficou colocado com o Barcelona, Spartak de Moscovo e Celtic e o Porto vai enfrentar o Dinamo de Kiev, PSG e Dinamo de Zagreb. O mítico estádio de Wembley é a meta mais ambicionada pelos 32 "campeões" em prova.
Os melhores do mundo vão passar pelo Axa!

Homenagem a Mesquita: afinal quantos são?

Continua a polémica sobre o jantar de homenagem a Mesquita Machado promovido supostamente por todos os autarcas das freguesias de Braga. Entretanto já foi feita uma correcção: afinal o jantar era de confraternização entre autarcas, tendo surgido mais tarde a intenção de convidar Mesquita Machado. Muitos terão dito que sim ao jantar, mas não estarão muito interessados em colaborar com os 2.200 euros da lápide de homenagem ao autarca. A CDU já veio publicamente afirmar que se demarca da propalada homenagem, garantindo que os autarcas da Sé e de Merelim S. Paio.
Ora, tendo o município de Braga 62 freguesias e, descontando os dois autarcas da CDU e Firmino Marques da Coligação Juntos por Braga, já dá 59. As contas de João Russel não estão muito adequadas à matemática. Pessoalmente não estou a ver o autarca de Fraião e, até, o de São Lázaro, uma das freguesias cuja Junta raramente é auscultada pela Câmara Municipal nas decisões que a envolvem, a participarem nesta homenagem.
E os municípes que elegeram estes autarcas, estarão de acordo que se faça uma homenagem a Mesquita Machado? Se era algo pessoal e não institucional, então porque veio parar aos jornais como homenagem de "autarcas"?

Fábrica Confiança: porquê só agora?

@ Rui Ferreira 2011
É indubitavelmente a pergunta do dia. Firmino Marques questiona o porquê da autarquia só agora se interessar por adquirir a fábrica Confiança, depois de ter tido a oportunidade de o fazer por muito menos dinheiro e quando os proprietários eram outros... A estranheza do presidente da Junta de Freguesia de S. Victor extende-se certamente a muitos cidadãos.
Como é que um presidente da Câmara que raras vezes se escusou a fazer investimentos culturais, se lembra agora de o fazer? Porque é que com os novos proprietários está interessado em negociar e com os anteriores - que faziam o preço muito mais em conta - não mostrou disponibilidade? Será que a desculpa do QREN basta para justificar esta mudança de atitude?
Recorde-se que o processo de expropriação da área onde se localiza a antiga Saboaria e Perfumaria Confiança vai custar aos cofres do município, nada mais nada menos, que 3,65 milhões de euros.
Recordemos também que a Câmara Municipal não é uma empresa e quem gere os destinos do município e do erário público tem o dever de prestar contas aos cidadãos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ideias para Braga: recordar Camilo Castelo Branco

Camilo Castelo Branco é um dos mais célebres escritores portugueses e o autêntico descritor da alma minhota. Os seus relatos sobre o Minho e sobre o ritmo de vida e os hábitos da sua capital, são absolutamente pertinentes, mesmo com a ironia que tipifica a sua obra.
Recordando o ciclo de teatro dedicado ao pai do teatro moderno, William Shakespeare, que a Guimarães 2012 realizou ao longo deste mês, porque não recordar Camilo Castelo Branco num festival similar nas ruas da cidade de Braga?
Poderiam ser representadas as novelas do Minho (particularmente o Senhor Comendador, cuja trama se centra em Braga), ou recordado o seu ópusculo sobre o Bom Jesus do Monte, num ciclo anual, que contribuiria para dinamizar os grupos de teatro do município de Braga. Este festival poderia integrar um colóquio sobre literatura e um roteiro pelos locais preferidos de Camilo na cidade de Braga. Integrando-se no Mimarte, ou noutra iniciativa já existente, este festival poderia preencher o pobre programa cultural oferecido pelo município no mês que mais visitantes traz a Braga: Agosto.
Uma ideia para o pelouro da cultura...

A TVI e o Sporting de Braga

É óbvio que nem tudo é perfeito nas estações de televisão, muito menos quando se trata de acontecimentos situados fora do eixo Lisboa-Porto. Todavia, é merecido dar destaque à direcção de informação da TVI pela atenção dedicada ao sucesso do Sporting de Braga. Não foi apenas a reportagem de abertura do Jornal da Uma, em que se demonstrou o fervor dos adeptos braguistas na chegada ao aeroporto, mas também os "directos" a partir de Braga, e os destaques jornalísticos particularmente isentos. Da mesma forma, o programa semanal de discussão futebolística passou a contar com uma voz braguista, acrescentando aos três habituais representantes clubísticos.
Após assistir às facciosas reportagens sobre o Benfica-Braga, elaboradas pelas redações da SIC e da RTP, acrescentando a outros episódios lamentáveis, converti-me de vez à informação da TVI, credibilizada pela entrada de Judite de Sousa e José Alberto Carvalho.
Parabéns TVI! Os bracarenses agradecem a atenção dispensada!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Gigantes no campo, enormes na vitória!

@ www.publico.pt
O Sporting Clube de Braga já está na fase de grupos da Liga dos Campeões, após uma exibição brilhante, pese não ter conseguido resolver o jogo nos 120 minutos. A lotaria dos penaltis (5-4) deu ao maior clube do Minho uma vitória inteiramente justa.
Ruben Micael desfez uma desvantagem injusta com que a equipa desceu ao intervalo, após um cruzamento soberbo de Mossoró.

Os guerreiros do Minho foram gigantes no campo e enormes na vitória!
Sexta-feira estaremos no pote 2 à espera dos próximos adversários.
Hoje qualquer bracarense está cheio de orgulho!

 

Udine, o palco da Europa

Udine é uma cidade do norte de Itália, fundada pelos celtas e com 96 mil habitantes
A cidade italiana de Udine acolhe hoje um duelo que focará os corações minhotos e bracarenses. O Sporting de Braga disputa a possibilidade de, pela segunda vez, estar presente na fase final da maior competição de futebol do mundo. Pela terceira vez, Portugal pode colocar três equipas na Liga dos Campeões.
Até os bracarenses que dizem torcer pela Udinese vão sair beneficiados com a vitória do clube que é bandeira de uma cidade e de uma região. Em campo estaremos todos presentes, porque na camisola está o símbolo que nos une a todos. Força Braga!

A Sé "mais velha" de Portugal faz hoje 923 anos

@ Rui Ferreira, 2012
“Mais velho que a Sé de Braga” é uma expressão popular, bem conhecida, que pretende aludir à veterania de uma qualquer realidade. Em termos objetivos, a Sé de Braga é efectivamente a mais antiga edificação catedralícia do nosso país e completa hoje nada mais nada menos que 923 anos.
No dia 28 de agosto do distante ano de 1089, ainda antes do Conde D. Henrique ter tomado D.ª Teresa como sua esposa, e do filho de ambos, D. Afonso Henriques, ter fortalecido as suas aspirações independentistas no campo de S. Mamede, o altar-mor da Sé de Braga foi solenemente sagrado. Nesse dia, de grata memória, estiveram presentes o Arcebispo de Toledo, D. Bernardo, que presidiu à cerimónia, os Bispos D. Pedro, de Braga, D. Gonçalo, de Lugo, D. Indigo, de Tui, e D. Pedro, de Orense.
O ano de 1071 é essencial para se entender a história da cidade de Braga. A partir da conquista de Coimbra por intermédio de D. Fernando Magno, em 1064, foi devolvida a estabilidade a Braga e ao território envolvente e viabilizada a restauração da antiga capital da Galécia e do reino suevo. Foi o Rei Sancho II da Galiza que patrocinou a restauração dos direitos administrativos eclesiais, designando D. Pedro como Bispo de Braga, em abril de 1071. A construção de uma catedral imponente, substituindo uma anterior basílica de menores dimensões, era fundamental para a afirmação da diocese restaurada. Assim, D. Pedro iniciou o processo de reorganização do território e demarcação da sua sede episcopal. É um facto, atestado pela arqueologia, que o local onde assenta a catedral bracarense foi outrora espaço sagrado para romanos e para cristãos. Investigações recentes confirmaram a existência de uma basílica paleocristã no subsolo da Sé Primaz, atestando a sua origem anterior aos nove séculos que hoje lhe atribuímos. O facto de este edifício ter assentado sensivelmente no local onde hoje está a capela-mor da Sé, poderá confirmar que o culto e a ocupação humana terá sobrevivido até ao século XI, altura em que o Bispo D. Pedro (1071-1093) retomou a história eclesiástica de Braga, após um período em que esteve associada à diocese galega de Lugo (os Bispos de Lugo acumulavam a prelazia de Braga), devido à instabilidade política e social desta região.
Por isso mesmo, o que hoje observamos é resultado de muitos séculos de alterações e acréscimos, que serviram para enriquecer a valia artística do edifício. A própria fachada da Sé é exemplo disso mesmo. De românico já só restam duas arquivoltas do pórtico primitivo (onde se observa o romance da raposa) e, no lado sul, uma interessante coleção de modilhões (a cachorrada) e a porta do sol, que encontrou o seu lugar, após duas mudanças de sítio. A galilé é obra de D. Jorge da Costa (1486-1501), completada pelo inevitável D. Diogo de Sousa (1505-1532), que também mandou alargar a porta principal. O resto da fachada foi alterada pelo Arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles, em 1723. No interior atestamos esta mesma dimensão plurissecular, pese embora as alterações questionáveis que a Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais levou a cabo na década de 30 do século XX, e que alteraram sobremaneira a Sacrossanta Basílica Primacial Bracarense. O órgão de tubos destaca-se nitidamente entre as obras de arte do interior. Executado a mando do Cabido, numa altura em que não havia Arcebispo nomeado, o conjunto dos dois órgãos é um dos mais importantes do género em toda a Península Ibérica. A talha foi soberbamente executada pelo bracarense Marceliano de Araújo em 1737. Nas naves ressalta ainda o conjunto de esculturas barrocas, retratando os apóstolos e doutores da Igreja; a pia batismal manuelina, o túmulo flamengo do primogénito do Rei D. João I; e os altares colaterais em estilo neoclássico. A capela-mor é obra esplendorosa dos artistas biscainhos (1509). A abóbada de nervuras é atribuída a João de Castilho, um dos grandes mestres da arte renascentista em Portugal, e a rendilhada cabeceira catedralícia, que se observa no exterior, e onde se destaca o nicho com a imagem de Nossa Senhora do Leite, é também obra desse tempo. Sobram as capelas tumulares, onde se destaca a capela da Glória, com o túmulo gótico de D. Gonçalo Pereira, e a capela dos Reis, onde repousam os pais de D. Afonso Henriques, a Condessa D.ª Teresa e o Cobde D. Henrique, protagonistas da causa da independência portuguesa.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Minho Maior: Castelo de Lanhoso

O castelo da Póvoa de Lanhoso (século XII) foi um dos palcos da indepência portuguesa.    

Os verdadeiros bracarenses

«Sinceramente, não sei como é possível, hoje em dia, ser-se de Braga e não ser do SCBraga. É uma traição que o clube e todo o seu projeto não merecem. Claro que continuam a existir casos em que haverá jovens bracarenses adeptos do Benfica, do FCPorto e até, quiçá, do Sporting. Por muito que me esforce, não os consigo compreender. Para qualquer bracarense, o SCBraga deve ser hoje um motivo de orgulho e um exemplo.»
Vítor Serpa, director do jornal A Bola

É extraordinário que um benfiquista como Vítor Serpa teça estas declarações certeiras e objectivas. Se é natural e democrático que no mesmo espaço convivam adeptos de vários clubes - quer por tradição familiar, quer por legítima opção pessoal - é inegável que é mais autêntico bracarense aquele que defende, acima de tudo, a sua cidade. Não se trata de menosprezo ou diminuição, mas do reconhecimento de um facto. 
Estranho, sim, é haver bracarenses contra o Sporting de Braga, apenas porque este ousou desafiar o seu clube do coração. Sempre que o Braga alcança uma vitória significativa, em Portugal ou na Europa, é o nome da cidade e do município que sai valorizado e se torna mais conhecido, com todos os benefícios mediáticos e económicos que daí advém.

domingo, 26 de agosto de 2012

Já lá vão 100 minutos a jogar contra 10!

O Benfica foi campeão na época 2009/2010 contando quase 1/3 de tempo de jogo a jogar em superioridade numérica em relação aos adversários. Domingos Paciência, treinador do Sporting Clube de Braga, o 2.ª classificado nessa época, fez questão de o recordar no último jogo da Liga.
Em 2012/2013, uma vez mais o Benfica beneficia sucessivamente dessa situação. Esta noite foi em Setúbal.
Em apenas dois jogos, já lá vão 100 minutos a jogar contra 10...

Como sócio do maior clube do Minho, sinto-me apreensivo com esta situação.

Avenida Central ou Campo de Santana?


O Campo de Santana no mapa de André Soares (1755)
A avenida Central é o espaço urbano fundamental de Braga. Ali se respira o "braguez" e se sente o pulsar da cidade. Tendo tido diversas designações ao longo da sua história, a sua origem recua ao início do século XVI. 
O antigo Campo de Santana, mandado abrir por D. Diogo de Sousa, fossiliza no seu traçado uma rua, denominada da Corredoura, que sublinha o antigo traçado da via romana XVII que seguia para Astorga. Circundando a ermida que deu nome à praça (de Santana), este prelado mandou colocar um conjunto de marcos miliários romanos e outras pedras relevantes, efetivando o primeiro museu arqueológico de Braga. Este lugar vai também adquirindo importância económica devido ao alpendre mandado colocar junto à muralha do castelo e onde se abrigavam os mercadores.
Dada a significativa fixação de população nesta zona da cidade, o Arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus (1588-1609) mandou colocar uma fonte diante do alpendre e junto ao pelourinho, atestando a importância que o local já detinha na vida da cidade. Esta fonte está hoje no Campo das Hortas.
No século XVIII vão surgir vários edifícios de elevado destaque como o Convento dos Congregados, dos padres oratorianos, o Convento da Penha e o Recolhimento das Convertidas. Mais tarde surge a capela da Lapa no centro da Arcada onde foi colocada uma figura que simboliza Braga (hoje no Arco da Porta Nova), num lugar que já disputava a centralidade com a Catedral. Também os fidalgos se quiseram instalar nas proximidades, surgindo alguns edifícios de elevada importância artística como a Casa Rolão, da autoria de André Soares.
No século seguinte este espaço confirma a sua relevância com a fundação do Banco do Minho em 1865 e com a instalação do primeiro teatro da cidade, o Teatro de S. Geraldo que funcionou desde 1857 até 1915 num edifício que se situava no local onde se encontra hoje o Banco de Portugal, que apenas foi construído em 1921 sob projeto de Moura Coutinho. O jardim público, construído defronte da Arcada, bem como os primeiros cafés da cidade, núcleos da sociedade elitista da época, confirmam a importância do local na vida social bracarense. Este espaço urbano foi sempre reflexo das alterações de gostos e épocas, tendo sido transformado por Lopes Gonçalves, em 1915, numa grande avenida com duas faixas pedonais, permitindo grande circulação automóvel. Mais tarde é devolvida novamente aos peões, tendo sofrido entretanto diversas alterações. Ainda hoje é o principal ponto de encontro dos bracarenses.

Câmara de Braga homenageou Emanuel Silva

Notícia do Diário do Minho, 01/09/2003
Até poderia parecer uma notícia actual, mas não. Refere-se ao verão de 2003, altura em que o jovem bracarense Emanuel Silva venceu uma medalha de ouro nos mundiais de juniores disputados no Japão. Nessa altura, a Câmara Municipal de Braga não se limitou a homenagear o atleta, mas deu-se ao trabalho de o aguardar à chegada ao aeroporto Francisco Sá Carneiro.
Afinal, Emanuel Silva até é bracarense e tem direito a homenagens da sua autarquia, ao contrário do que alguns seguidistas afirmaram (não diria socialistas, pois ser socialista é muito mais do que dizer que sim a tudo o que os déspotas dos seus líderes fazem...).

Se em 2003 Emanuel Silva justificava homenagens da sua autarquia, como justificar agora o silêncio perante uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos?

sábado, 25 de agosto de 2012

Braga no cume da Liga

O Sporting de Braga alcançou a primeira vitória oficial na nova época futebolística, ao vencer o Beira-Mar por 3-1, com dois golos de Ruben Micael e um do "emprestado" Ruben Amorim. Mesmo com oito titulares fora do onze inicial, e com uma exibição poupada, o maior clube do Minho alcançou o cume da classificação e um factor de motivação para o difícil embate de Udine na próxima terça-feira.
Bastou. E satisfez a plateia!

Ângulo Maior: capela dos Coimbras ao pormenor

 
 





Braga, a Cidade dos Arcebispos

A galeria dos Arcebispos, no Paço Arquiepiscopal, mostra os retratos de todos os prelados bracarenses
A história da cidade de Braga confunde-se muitas vezes com a história dos seus bispos, que a partir de 1112 e até 1792 foram administradores de um senhorio, que isentava a cidade do poder real. Muitos destes ilustres prelados merecem referência pela sua notável obra temporal, particularmente no capítulo do urbanismo. Entre eles salientam-se D. Diogo de Sousa e D. Rodrigo de Moura Telles.
O conhecido epíteto que classifica Braga como “Cidade dos Arcebispos” deve-se ao facto dos detentores deste título eclesiástico terem sido senhores da cidade durante quase sete séculos. A Carta de Couto inicialmente concedida pelos condes portucalenses em 1112 e com poderes reforçados por D. Afonso Henriques, nas vésperas da decisiva batalha de S. Mamede em 1128, foi interrompida em 12 de janeiro de 1402 para voltar a ser retomado sete décadas após, a 12 de março de 1472.

Miguel de Carvalho, um bracarense de fibra

O martírio de Miguel de Carvalho está brilhantemente retratado no tecto do salão nobre dos Biscainhos

Hoje, a Igreja Católica recorda um dos bracarenses mais ilustres e corajosos da história brácara. Miguel de Carvalho nasceu em Braga, em 1577, de família nobre e rica. Com 20 anos pediu para ser admitido na Companhia de Jesus (Jesuítas). Cinco anos depois, partia com um grupo de missionários para o Oriente. Em Goa, terminou o curso de teologia e aí fica alguns anos como professor. Mas o seu desejo era partir missionário para o Japão e, apesar das grandes dificuldades que os cristãos por lá viviam, consegue integrar-se num grupo de viajantes, disfarçado de soldado.
Durante alguns anos conseguiu iludir as autoridades, pregando nos mais diversos lugares, até que um dia o descobriram e o condenaram a morrer pelo fogo.

O Papa Pio IX beatificou-o em 1867.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

À espera do "novo" Bom Jesus do Monte

Mesquita Machado venceu as autárquicas de 1997, prometendo aos bracarenses a construção de um grande parque urbano para a zona Norte, "o novo Bom Jesus do Monte", como o próprio apelidou. Passaram-se 15 anos e o único equipamento construído foi um estádio de futebol e o esqueleto de umas piscinas olímpicas nas quais foram estourados 8 milhões de euros.
Desesperados por espaços verdes e de lazer, os bracarenses urbanos há muito que vetam esta gestão municipal e reprovam estas promessas adiadas. Em 2008 foi prometido um parque para as Sete Fontes, a recuperação do jardim de Guadalupe e, desde 1981, que se ouve falar de um parque para o Picoto.
Como é possível que, em 36 anos de gestão municipal e de uma política de solos mesquinha, não haja um único parque urbano construído, numa cidade que cresceu exponencialmente em termos demográficos?

Até quando?

A hipocrisia dos números do turismo no Norte

A auto-proclamada entidade de turismo do Turismo do Porto e Norte de Portugal afirmou ontem que quer atingir este ano os dois milhões de dormidas de visitantes estrangeiros na região.

Enquanto apresentavam o novo portal na internet, os responsáveis desta presumível instituição de turismo regional, preferiram pavonear-se com os dados relativos a um aumento significativo do número de dormidas nos primeiros cinco meses do ano (4,8%, ou seja, 706.430, contra 674.265 em 2011), esquecendo-se de referir como foi a distribuição local dos mesmos e como, uma vez mais, o Porto ficou a ganhar em detrimento dos restantes municípios.

Até quando o Minho vai estar subjugado aos interesses particulares da area metropolitana do Porto? Até quando os nossos responsáveis politicos vão ser coniventes com os lobbys representados por Lisboa e Porto, não entendendo que estas areas devem ser limitadas administrativamente às suas zonas de influência, de forma a não sufocarem as regiões do seu entorno geográfico?

Causa Maior: Por uma Braga ciclável

Um grupo de bracarenses iniciou a luta por uma causa: tornar Braga Ciclável! Uma causa maior, que poderá contribuir para uma maior qualidade de vida dos cidadãos. Vale a pena consultar!
Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos peões, das bicicletas e dos ciclistas!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Vem aí o eléctrico?

@ Largo de São João do Souto, Agosto de 2012
Ao encarar este cenário, pensei repentinamente que o eléctrico iria regressar a Braga e que Mesquita Machado iria cumprir a garantia que havia dado em vésperas das autárquicas de 2009.
Devaneio meu. Esta espantosa imagem mais não é do que a falta de brio e profissionalismo da empresa que trata das iluminações sanjoaninas. O São João já se foi há dois meses e, no entanto, continuamos a ter que levar com um labirinto de ferros e arames. Na avenida da Liberdade, qualquer dia temos pássaros a contruir ninhos entre os postes de iluminação e o largo do Paço já não é visível sem os habituais traços disformes dos arames. Estes são os postais que os nossos turistas levam para os seus lugares de destino: uma cidade cujo centro mais parece uma teia de aranha gigante. 
Não, não é o eléctrico que vem aí... É o São João, mas só daqui a 10 meses! Até lá já há algum trabalhinho adiantado...
Já agora, recordar que o regresso dos eléctrico foi uma das causas mais relevantes conduzida pelo saudoso blog Avenida Central, e, no entanto, continua a aguardar vontade política e algum senso democrático. O regresso do eléctrico à cidade de Braga vai acontecer não tarda, estou certo disso.
Todavia, a imagem que acima vemos não revela esse ensejo, mas apenas desleixo da parte de quem devia zelar pelo aprumo dos espaços urbanos.

Champions: da esquerda veio o herói!

@ www.abola.pt
Há muito tempo que a lateral esquerda da defesa do Sporting Clube de Braga tem sido um problema e muitos já passaram por aquele lugar. Sílvio foi a excepção num rol de jogadores incontável, que tem disputado o lugar que, em tempos, foi do excepcional Jorge Luiz.
Ontem, Ismaily foi o herói de um jogo fabuloso do maior clube do Minho, em que o resultado não acompanhou a exibição. O defesa esquerdo, que finalmente arrumou com o desastre nigeriano, fica seguramente para a história desta edição da Champions League.
O Sporting de Braga empatou a uma bola, mas continua a sonhar. Perante um domínio esmagador - 23 remates contra 8 e 60% de posse de bola contra 40% - a Udinese respondeu apenas em raros contra-ataques e acabou por ser feliz, marcando um golo na sequência de um livre, quando o jogo pendia claramente sobre a sua grande área.
A jogar assim, os guerreiros não apenas justificam a presença na fase de grupos da maior competição de clubes do planeta, como têm toda a legitimidade para pensar em dar a volta à eliminatória na cidade italiana de Udine. Efectivamente os italianos mostraram ontem muito pouco futebol...
A continuar assim, esta equipa vai dar muitas alegrias aos adeptos!

O ambiente no estádio e o apoio dos adeptos foi fenomenal!

Uma "prenda" para Mesquita

Mesquita Machado vai ser alvo de uma homenagem da parte de alguns presidentes de junta de freguesia. Os autarcas vão jogar sueca - o passatempo preferido do edil - e oferecer uma lápide de prata para assinalar os seus 36 anos na câmara. Segundo a versão do boletim camarário (que anunciou este assunto com uma pompa incompreensível) são 60... Segundo outras fontes, um pouco menos.
É certo que Mesquita Machado tem méritos, nomeadamente, na água e saneamento, no apoio às associações e na remodelação de espaços físicos nas freguesias mais distantes do arco urbano.Todavia, cada vez mais se abordam os seus defeitos, o seu défice democrático e outros "vícios" que o seu longo reinado tem provocado.
Vemos líderes como Alberto João Jardim ou Valentim Loureiro, que também se perpetuaram nos respectivos lugares, e o estilo é seguramente diferente. Mesquita percebeu os frutos que pode retirar de ser discreto e estar calado. Dizem que é sempre muito afável com quem o visita e sabe conquistar os municípes por isso mesmo. Pessoas que entram furiosas no seu gabinete, e dispostas a dizer-lhe o que deve gostar pouco de ouvir, saem a pensar que até estiveram com um homem muito honesto e que, afinal, os malandros são os que o rodeiam. Porém, tem o terrível defeito de não perceber quando se deve retirar. Não houvesse a lei da limitação de mandatos e certamente arriscaria novo ensejo. A diferença é que há cada vez mais bracarenses interessados em saber o tipo de decisões que a Câmara Municipal toma, a natureza dos negócios e negociantes que patrocina, o que faz pelo património e pela cultura e as explicações que não dá aos cidadãos. Chama-se cidadania tem sido a maior dor de cabeça do autarca. Daí esta homenagem não ser, propriamente, consensual.

A minha freguesia, depois da arrogância e da falta de colaboração constante que tem tido da parte deste Presidente da Câmara, seguramente não estará na homenagem. A maioria serão presidentes de freguesia de zonas rurais ou suburbanas, distantes que estão das realidades que acontecem na cidade.
Os promotores da homengem estão no seu direito e sentem, seguramente, que têm motivos para levar a cabo esta homenagem. Esperemos, todavia, que a "lápide" não seja paga com o nosso dinheiro.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sintéticos para que vos quero?

@ www.municipiobraga.blogspot.com
Uma notícia de hoje do jornal Diário do Minho, informa-nos que a "brincadeira" populista dos relvados sintéticos, com que o generoso Mesquita Machado tem brindado clubes e freguesias do município, está a custar à autarquia cerca de 43,5 milhões de euros. Mais surpreendente é a verba destinada ao salário dos dois únicos funcionários responsáveis pela execução dos sintéticos: 63 mil euros, ou seja, um ordenado mensal de 2.260 euros.
Aqui está o exemplo de uma parceria público-privada à moda de Braga, da qual os maiores beneficiários são os empreiteiros que a constituem e...obviamente os cidadãos que vão utilizar estes equipamentos construtivos.
Confesso que é bastante mais agradável disputar uma partida de futebol num campo com relvado sintético e que até se justifica a construção de alguns exemplares numa cidade com o nível de Braga. Todavia, o exagero é questionável e os próprios clubes de futebol se começam a queixar da falta de condições económicas para manter este tipo de espaços. A prova de uma acção política pouco discernida.

Como habitualmente, o gabinete do mui ocupado Presidente da Câmara não responde, não comenta, não esclarece, não comunica. Alguma semelhança com um regime ditatorial?
Ainda bem que um jornal bracarense, pelo menos, se preocupa em informar os cidadãos do que se vai fazendo com o nosso dinheiro. Fossem todos os órgãos de comunicação assim e há muito que os bracarenses teriam mudado de gestão municipal.

Quererá Hugo Pires e a sua equipa mudar radicalmente este tipo de gestão municipal? Esperemos que sim, e que os socialistas de bom senso saibam fazer a devida auto-crítica. O populismo rende votos, mas não dura para sempre.

Elevar o nome de Braga no mundo

Assistir ao pôr do sol pode ser outro aliciante para comparecer esta noite no Axa
O Sporting de Braga pode dar esta noite um passo decisivo para figurar, pela segunda vez, na maior prova internacional de clubes do planeta. Frente à Udinese é essencial a presença de todos os bracarenses no estádio Axa.
A projeção que a marca "Braga" alcança na Europa e no mundo através do futebol é incomparável com qualquer acção publicitária que pudesse ser implementada. Muitos habitantes do planeta passaram a saber que existe uma cidade chamada Braga, graças ao seu maior embaixador da actualidade. Um verdadeiro bracarense só pode desejar o maior sucesso à maior instituição da cidade!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Esperança de um bracarense medalhado

«Este é o primeiro convite que tenho de um município para uma homenagem. Ainda não recebi o da minha cidade, mas acredito que ele há-de chegar»
Emanuel Silva, numa homenagem em Ponte de Lima.

Celtas invadem monte de Santa Marta

A montanha das Cortiças tem um monumento em honra de Nossa Senhora da Assunção
A Junta de Freguesia de Esporões, em conjunto com a Braga CEJ, vão organizar, entre os dias 21 e 23 de setembro, a Braga Celta, uma iniciativa que promete reconstruir o que seria uma aldeia celta. O espaço vai contar ainda com uma zona de espectáculos e uma praça da alimentação, estando previsto ainda a realização de um trilho pedestre. Esta iniciativa, que vai contar com o apoio financeiro da CEJ de 61.500 euros, um orçamento curiosamente mais elevado que o que a Câmara de Braga investe na Braga Romana (50 mi euros). Podemos esperar, então, um evento de grande magnitude.
Esperemos, sim, que não seja descurado o aspecto cultural e patrimonial no programa do evento, à imagem do que acontece na Braga Romana. Temos uma Universidade e muitos investigadores que se dedicam a estudar esta época. Este tipo de iniciativas são o momento propício para divulgar conhecimentos. Quanto à denominação "celta", segundo muitos historiadores é questionável que este tipo de cultura tenha efectivamente influenciado o noroeste peninsular.

Será também uma altura propícia para chamar a atenção dos responsáveis autárquicos para a musealização deste espaço, cujo projecto já existe e é até bastante viável do ponto de vista económico. O monte das Cortiças é indiscutivelmente um dos miradouros privilegiados sobre os vales do Cávado e do Ave, e poderia ser potenciado do ponto de vista turístico, cultural e de lazer.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Como faltar ao respeito dos cidadãos

@ Largo da Senhora-a-Branca, 20 de agosto de 2012
Esta foto foi tirada hoje na metade ocidental do largo da Senhora-a-Branca e atesta a total falta de respeito pelos cidadãos.
Ao longo dos últimos meses, e dado que todos os dias tenho que atravessar este espaço urbano, habituei-me a engolir poeira, caminhar sobre lama, surpreender-me com a morte de árvores, colocar-me à frente de máquinas e frequentes vezes ter que caminhar no mesmo espaço que os automóveis, devido à ausência de um corredor de circulação para trausentes.
Hoje, ao dobrar a esquina da rua de Santa Margarida, pretendia deslocar-me para a avenida Central e dei de caras com uma máquina e muitos trabalhos, sem ter alternativa válida para me deslocar ao meu destino. Do outro lado os arbustos vedavam-me a passagem. Na estrada circulavam os automóveis impacientes.
Já nem discuto a falta de respeito que é, em democracia, remodelar e alterar severamente espaços urbanos e cívicos sem consultar a população ou os habitantes dos mesmos espaços. A esses tiques arrogantes e quase ditatoriais já estamos muito habituados nas últimas três décadas. Todavia, deixar de respeitar as pessoas que por aqui circulam durante o período de obras, não salvaguardando a segurança dos peões e não conferindo as devidas alternativas de circulação (que a lei provavelmente impõe...), é premissa grave e pressuposto discutível na forma de intervencionar um espaço onde estão pessoas.

Ângulo Maior: Vamos Bailar à Senhora

Realizou-se ontem, uma vez mais, a iniciativa "Vamos Bailar à Senhora", integrando-se na tradicional peregrinação de Agosto ao Sameiro, que costuma arrastar muito emigrantes. Vários grupos etnográficos e folclóricos, sob a batuta do criativo e dedicado José Hermínio Machado, responsável pela Associação "Sinos da Sé", recuperam os cânticos dos romeiros do Sameiro e homenageiam a nova padroeira dos bracarenses com uma forma outrora condenada pela Igreja. Para quem é bracarense e minhoto, não deixa de ser um momento tocante de elevação da identidade e de renovação das raízes que nos fazem ser e existir.
A prova de que devemos hoje continuar a valorizar os elementos que fizeram parte do quotidiano passado, mas também renovar e recriar neo tradições a partir do presente. Uma tradição que se limita a tentar repetir o passado, poucos contributos fornece aos cidadãos do presente e à própria tradição que se propõe repetir. Nesse âmbito, "Os Sinos da Sé" são um verdadeiro exemplo, não apenas pela qualidade musical, mas pela forma cuidada e atenta como recriam o quotidiano presente. E aquelas músicas ao São João de Braga?!

RTP ou RTL(isboa)?

A RTP, televisão pública e, portanto, paga com o dinheiro dos contribuintes, preenche os serões do seu principal canal com corridas de touros. Qual é a legitimidade de transmitir com a categoria de interesse público, espetáculos de natureza questionável, e que se cingem a uma determinada região portuguesa? Quando se ignora o maior evento da terceira cidade portuguesa, não há legitimidade para dar importância a pequenos eventos tauromáquicos e dar-lhes honra de horário nobre. Será a Rádio Televisão Portuguesa ou a Rádio Televisão de Lisboa?
Mais grave é, ainda, não serem transmitidos jogos de futebol da Liga em canal aberto, cujo interesse público é bem menos questionável.
O ponto a que a RTP chegou deve conduzir-nos a uma profunda reflexão.

sábado, 18 de agosto de 2012

Braga grande. Benfica levado ao colo...

@ www.maisfutebol.iol.pt
O Sporting Clube de Braga foi ao estádio da Luz empatar a duas bolas, com golos de Melgarejo na própria baliza e de Márcio Mossoró. Um grande jogo, entre duas grandes equipas, que poderia ter terminado de outra forma, se o árbitro assistente não tivesse expulsado erradamente Douglão num lance em que o penalizado seria Custódio. O Braga vencia por 2-1 ao minuto 73' e o assistente de baliza assinalou um penalti justo por mão na bola. O problema foi que quem cometeu não tinha amarelo e o central Douglão, que nem sequer se envolveu no lance, foi expulso (porque já tinha amarelo). Há ainda uma mão de Cardozo antecedendo o primeiro golo do Benfica. Quem sabe o que teria sucedido se os últimos minutos tivessem sido disputados de igual para igual?
É por estas e por outras que a suspeição vai continuar a ensombrar a liga principal de futebol.

Alguém adivinha qual será o clube do coração daquele árbitro assistente?

Incêndio na Saboaria e Perfumaria Confiança

A eventual destruição do actual edifício pode comprometer o tipo de recuperação a empreender
Um incêndio, já dado como extinto pelos bombeiros, deflagrou esta tarde na antiga Saboaria e Perfumaria Confiança.
Um trágico drama brácaro que já vem sendo habitual nos locais mais questionados do ponto de vista imobiliário. Basta lembrar os casos das Sete Fontes ou da Casa da Orge... Estranho não?

A "triste" fonte de D. Diogo de Sousa

Fonte foi transferida nos anos 60 para a parede de S. Sebastião
Os elementos decorativos do friso são muito semelhantes aos que decoram a porta da Senhora-a-Branca
Fonte encontra-se seca e com sinais de deterioração
A antiga fonte dos Granjinhos ou de São Marcos, mandada erigir pelo Arcebispo D. Diogo de Sousa no ano de 1509, esteve colocada durante mais de 450 anos na antiga rua dos Granjinhos, que ligava o actual largo Carlos Amarante à demolida igreja de São Lázaro. Este monumento renascentista foi transferido para a parede do pátio da capela de São Sebastião, junto ao largo Paulo Orósio, nos anos 60 do século XX, altura em que o hospital sofreu obras de ampliação que colidiram com o traçado da rua dos Granjinhos.
Artisticamente é um dos raros exemplares renascentistas da cidade de Braga, apresentando elementos decorativos interessantes ao nível da cornija e da arquitrave, composto ainda por um friso suportado por quatro mísulas. Ao centro, para além de duas cartelas atestando a data de fundação e de uma reconstrução posterior (1623), ostenta as armas de fé de D. Diogo de Sousa.
Neste momento a fonte encontra-se desprovida da sua dignidade, sem água, tanque e sem o habitual pátio que costumava fazer parte integrante destes tipo de construções. Para além do mais, serve de amparo ao estacionamento automóvel, ocupando uma posição discreta e pouco digna para a sua importância monumental.

Não deveria esta fonte ser colocada num local que proporcionasse a sua valorização? Não poderia ter sido enquadrada numa das novas praças renovadas pelo projecto de Regeneração urbana?
Até quando o património bracarense vai ser tratado assim?

Minho Maior: romaria da Senhora d'Agonia

@ www.afifedigital.blogs.sapo.pt
A segunda maior festa do Minho arrancou ontem e promete, uma vez mais, fazer valer as tradições minhotas e a identidade de Viana do Castelo. As Festas d'Agonia são um exemplo a seguir por todas as romarias que preenchem o calendário anual minhoto. Aqui não há espaço para tradições importadas e modas animadas que corrompem a originalidade destes festejos.
Para quem visitar a capela barroca onde se venera a imagem da Senhora d'Agonia, não se esqueça de admirar os retábulos rococós saídos da inspiração do génio bracarense de André Soares.

Maior clube do Minho entra em acção

Esta é uma imagem que queremos ver repetida esta noite
O Sporting Clube de Braga disputa esta noite (20h15) a sua primeira partida na Liga maior do futebol português, época 2012/2013. Prevê-se um jogo bem disputado, contra um oponente de respeito e candidato ao título nacional: o Benfica.
Acima de tudo que seja um duelo sem casos e/ou provocações, algo que infelizmente tem marcado as últimas épocas.
Que o maior clube do Minho entre com o pé direito na nova época e faça sonhar os braguistas em mais uma época de sucesso. Porque os verdadeiros bracarenses só podem torcer pelo clube que eleva o nome da sua cidade!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O que é ser bracarense?

Não é propriamente algo que possa limitar-se a uma definição por palavras. Ser bracarense é ser diferente do que se se nascesse noutro qualquer local do mundo, detendo características inconfundíveis e eivadas de identidade. É, por assim dizer, peculiar!
Ser bracarense é apreciar o som do cavaquinho ou da concertina, fazer compras na rua do Souto e tertuliar junto à Arcada. Ser bracarense é vestir de roxo na Semana Santa e não perder uma única das seculares procissões.
Ser bracarense é falar alto, trocar os "vês" pelos "bês", e ler o Diário do Minho. Ser bracarense é olhar a cidade do canudo, dizer um palavrão de quando a quando e defender acerrimamente o que é nosso.
Ser bracarense é deitar foguetes quando há festa, juntar a família toda em torno de uma mesa, é rejubilar perante os sucessos e chorar aos pés da Senhora do Sameiro.
Ser bracarense é ser festeiro e viver o São João com toda a pompa, cantarolando o hino sanjoanino, dançando ao ritmo dos Zés-Preiras e desfrutando das seculares exibições que o Rei David e os Pastores não deixam de oferecer anualmente.
Ser bracarense é conhecer o papel decisivo de Braga e dos seus arcebispos na fundação de Portugal, é perceber a grandiosidade da Sé de Braga, do barroco das igrejas e conventos ou do Bom Jesus do Monte. É suspirar por saber quão grande fomos no tempo dos romanos e valorizar os sinais múltiplos da herança legada nos inúmeros vestígios arqueológicos de que a cidade dispõe.
Ser bracarense é ser sócio do Sporting Clube de Braga e viver em ansiedade as horas que antecedem os desafios. É transportar um galhardete pendurado orgulhosamente no automóvel e viver emocionado os grandes momentos da vida do clube, tendo bem presente que o sucesso e o nome da cidade são projectados inexoravelmente a cada destaque que o Enorme alcança.
Ser bracarense é ser apreciador de vinho verde fresco ou de uma malga a transbordar de "tintinho", sorvida na tasca mais tradicional e acompanhada de pataniscas. É sentir intensamente o paladar de um bacalhau à narcisa ou de uns rojões com papas de sarrabulho, e acompanhados do inevitável pudim que, um dia, o abade de Priscos inventou.
Ser bracarense é fervilhar de revolta sempre que a comunicação social ignora os grandes acontecimentos da nossa cidade e sentir o coração a sair do lugar quando o nome de Braga é pronunciado fora das nossas fronteiras.
Ser bracarense é efectivamente especial...

Evento Maior: Noite Branca

A Braga CEJ anunciou ontem aquele que poderá ser o maior evento do seu programa, a Noite Branca.
Esta iniciativa realiza-se no próximo dia 8 de Setembro, entre as 18h00 e as 04h00 da madrugada, e vai contar com momentos de demonstração de Artes Performativas, Dança, Teatro, Exposições e Música, com a presença dos Buraka som Sistema, The Gift e Mafalda Arnauth.
Neste mesmo dia, o Turismo do Porto e Norte de Portugal realizará a última parte do Festival do Norte, nas ruas do Centro Histórico de Braga. Com a presença de uma companhia Italiana – Potlach – entre as 22H00 e as 24H00 do dia 8 haverá um circuito performativo junto à Sé de Braga onde será representado o espetáculo “Cidades Invisíveis”.

A não perder! A única condição é vir vestido de branco...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Parabéns JovemCoop!

A Jovem Cooperante – Natureza/Cultura faz hoje 33 anos. Não poderíamos deixar passar esta data em claro sem recordar aos bracarenses a importância que esta associação juvenil tem tido na educação e sensibilização para o património, qualquer que seja a sua índole, expressão ou domínio.
Desde logo, obviamente, recordamos a proteção ao complexo hidro-monumental das Sete Fontes, que teve na JovemCoop a sua mais elevada lutadora. Podemos hoje dizer que foi a JovemCoop, entre outros bracarenses de boa vontade, que sensibilizou os cidadãos para a importância deste monumento e ajudou a criar um movimento cívico pelo património como Braga nunca tinha visto.
Os jovens, costuma dizer-se, têm pelo na benta, pouca noção das consequências dos seus actos, energia, critividade e persistência. Ora, a JovemCoop tem sabido tirar partido destas características juvenis, promovendo uma sensibilização em largas centenas de jovens que, a partir das actividades promovidas, passaram a ser amantes do património e inevitáveis defensores da sua e nossa cidade: Braga!
Com Ricardo Silva ao leme, esta associação fez tremer muitos interesses pouco claros, desde políticos a empreiteiros, cujos objectivos colidiam claramente com a defesa do património e da história da nossa cidade. É destes lutadores e protagonistas que precisamos no futuro dos destinos da nossa cidade.
Espero sinceramente, que muitos cooperantes possam ser agentes de uma nova Braga, uma Braga maior que sabe respeitar o seu passado, que tem cidadãos com noção da responsabilidade de salvaguardar recursos para as futuras gerações e aprende a construir o seu futuro potenciando as heranças legadas pelos seus anteriores protagonistas.
A JovemCoop é a prova de que unidos e dando o nosso pequeno contributo, podemos contribuir para a salvaguarda do património e da história da nossa cidade, cuja memória e valorização contribui decisivamente para perpetuar a nossa identidade como comunidade.
Os bracarenses de boa vontade apreciam seguramente o trabalho e a dedicação desta associação.
Parabéns JovemCoop!
Braga é hoje muito Maior por vossa causa!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Heráldica Municipal: desde a República


Heráldica Municipal: entre 1830 e 1910


Heráldica municipal: até 1830


Minho Maior: procissão da Senhora d'Assunção

@ www.facebook.com/senhora.daassuncao
Hoje é um dia de festa na Póvoa de Varzim. Vai sair às ruas a procissão da Senhora d'Assunção, uma das maiores do país, cuja magnificência e grandiosidade dos nove andores, bem como a fé e a dedicação das gentes poveiras, são únicas no nosso país. Considerando que as fronteiras regionais se deixam limitar por rios e serras, e o Minho, sem dúvida, se deixa limitar pelo rio Ave, a Póvoa de Varzim também é nossa!
Para quem ainda não tiver programa para o feriado, vale bem a pena!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ângulo Maior: cidade bem planeada?

@ www.rum.pt
A foto é de hoje e reflecte o que costuma acontecer em muitos locais da cidade de Braga sempre que chove um pouco mais.
aqui abordamos este assunto e é algo que deve preocupar os novos responsáveis autárquicos, independentemente de ser Ricardo Rio ou Hugo Pires. A cidade de Braga não tem um plano de urbanização que tenha salvaguardado alguns aspectos essenciais como o escoamento de águas, a concentração de calor ou a impermeabilização dos solos. Estas questões vão alterar significativamente a qualidade de vida em Braga.
Isto acontece quando não se pensa uma cidade a longo prazo...

O demolido cruzeiro do Senhor da Saúde


O Oratório do Senhor da Saúde –  postal de cerca de 1910.
Cruzeiro que data do primeiro quartel do século XVI, foi mandado edificar pelo Arcebispo D. Diogo de Sousa que o mandou colocar junto à Sé Primaz. Deste local o cruzeiro foi transferido para junto do recinto onde se situava, à época, o hospital da Devesa, erigido por D. Frei Bartolomeu dos Mártires, no local onde se situa hoje o parque da Ponte. Em 1625, por ordem do Arcebispo D. Afonso Furtado de Mendonça (“o arcebispo dos cruzeiros”, pois mandou erigir o imponente cruzeiro das Carvalheiras e reformou alguns outros), foi transferido para o Largo das Carvalheiras, junto da demolida Capela de S. Miguel-o-Anjo. Mais tarde foi deslocado um pouco para Sul do referido largo, ficando sensivelmente localizado junto ao local onde hoje se encontra a Escola Primária da Sé, sendo-lhe acrescentada uma cobertura metálica que assentava sobre quatro colunas graníticas em estilo renascença e sendo ainda vedada com grades de ferro.
Em 1912, estando o país inundado por um regime anti-clerical que tentava apagar o papel da Igreja na sociedade, numa noite misteriosa, alguém com más intenções apedrejou o cruzeiro, danificando-o.
Depois do acontecido o Oratório do Senhor da Saúde foi desmantelado e transferido, em 1914, para o Parque da Ponte. Hoje, a imagem do Senhor da Saúde encontra-se num dos altares da Capela de S. João da Ponte, depois de, em Outubro de 1912, a Câmara ter acedido ao pedido da confraria, sediada neste templo, para permitir a transferência da mesma para a referida capela. As quatro colunas renascença que sustentavam a cobertura metálica do oratório adornam, hoje, o lago de estilo romano que se situa junto ao portão sul do Parque, e a coluna principal do cruzeiro encontra-se junto ao portão Norte do Parque, um pouco acima do cruzeiro de D. Frei Bartolomeu dos Mártires. Esta elegante coluna assente sobre um plinto  dificilmente passa despercebida, pois além de ostentar as armas de D. Diogo de Sousa, tem no topo uma coroa que assenta sobre uma almofada, que lhe confere alguma monumentalidade. 
A coluna principal do cruzeiro (junho, 2012)
O cruzeiro do Senhor da Saúde, que depois de apedrejado em 1910, foi desmantelado e os seus restos espalhados pelo parque da Ponte foi uma das vitimas de um bando de “carbonários” que, levados pelo sentimento opositor à Igreja imposto pela 1.ª República, apedrejaram vários cruzeiros na cidade de Braga, entre os quais o cruzeiro do Senhor da Saúde, aqui já referido, o cruzeiro da Cruz de Pedra, o cruzeiro alpendrado de Infias e ainda o cruzeiro de S.Lázaro. Neste último monumento, o bando de malfeitores quebrou os braços e as pernas da imagem de Cristo, que mais tarde foram consertados. O pormenor mais curioso nesta história foi o sucedido com os dois principais autores destes crimes: um deles morreu sem pernas e sem braços que lhe foram amputados devido a uma grave doença; o outro morreu sem pernas depois de um comboio lhe ter passado por cima no ramal de Braga. Será que as suas trágicas mortes se devem ao apedrejamento do formoso cruzeiro de S.Lázaro? Será que foi apenas coincidência? Isso é uma dúvida a ser ajuizada segundo a consciência do leitor. Eu cá, tenho o meu palpite....

As lamentáveis (in)verdades do futebol português

@ www.record.xl.pt
O que aconteceu no jogo amigável entre um clube de Lisboa, chamado Benfica, e os alemães do Fortuna Dusseldorf, é um mau prenúncio para o campeonato nacional de futebol que se avizinha. Luisão agrediu um árbitro, com um gesto imprudente, e assistimos a uma tentativa de branquear e desculpabilizar esta situação da parte de alguns órgãos de comunicação afectos a este clube lisboeta. Uma imagem de tantas outras situações graves que acontecem no futebol português, que são camufladas por alguma imprensa dita da especialidade e, pasmem-se, até por um canal televisivo de referência. Mais grave foi o riso irónico de treinadores, jogadores e dirigentes deste clube perante a situação. A falta de ética e correcção não pode nunca ir tão longe...
Javi Garcia, todos sabemos, é um jogador que frequentes vezes usa a agressividade como uma arma dentro de campo, sendo raras vezes penalizado pelas atitudes que toma. O Benfica mete medo a muitos árbitros, que se deixam condicionar frequentes vezes pela pressão mediática. Um árbitro alemão, despreocupado com estas questões, decidiu expulsar o jogador. O capitão da equipa, Luisão, desesperado, decide ir ter com o árbitro e toma uma atitude lamentável. 
Quererá isto dizer que, quando situações semelhantes ocorrerem nas competições internas, os jogadores deste clube vão reagir da mesma forma? É assim tão grande a exigência de ganhar neste clube, que implica passar por cima dos opositores e recorrer a actos condenáveis, tal como aconteceu em 2009/2010?
Como bracarense e braguista tenho receio de ver repetidas as situações de épocas anteriores.  Esta atitude pode ser um indicador de uma maneira de estar no futebol e na competição muito duvidosa e questionável.

A verdade, por mais que se tente condicionar a imprensa e outros agentes desportivos, é só uma, pese os pontos de vista. Espero que os benfiquistas também lutem por essa lealdade e honestidade, pondo em causa os seus jogadores, dirigentes e treinadores...