quinta-feira, 31 de maio de 2012

Percursos Barrocos em Tibães

Este sábado, pela manhã, vamos descobrir o esplendor do barroco bracarense, retratado de forma grandiosa no Mosteiro de Tibães. Na igreja, devido à grande escala das narrativas retabulares, vamos ter oportunidade de decifrar as diferenças entre cada período da arte barroca aplicada à talha dos altares. Teremos depois a oportunidade de apreciar a sacristia, o claustro do cemitério e o claustro de S. João, onde está a fonte que outrora decorava a praça da República.
Ouviremos ainda falar de Frei Cipriano da Cruz, o grande escultor tibanense, André Soares, a quem se deve o retábulo mor e arco cruzeiro e, ainda, o seu grande discípulo, Frei José Vilaça.
Mais uma organização Braga CEJ e Jovem Coop.

As inscrições podem ser feitas aqui.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A freguesia de São José de São Lázaro


O Parque da Ponte pode ter uma centralidade decisiva no futuro da freguesia
Conhecer as raízes e a história de uma determinada comunidade é a melhor forma de justificar a sua relevância e de promover a sua própria identidade. Numa altura em que poderá vir a ser questionada a sua existência, urge promover e valorizar a freguesia de São José de São Lázaro, indubitavelmente uma das comunidades urbanas mais significativas de Braga.
A sua origem remonta ao ano de 1747 quando, por iniciativa do Arcebispo D. José de Bragança (1741-1756), é desmembrada uma parte do extenso território de São Victor para formar uma nova organização pastoral. Segundo o próprio prelado, eram cerca de 5.200 pessoas ao cuidado de um único pároco, num território deveras extenso e ainda um tanto ruralizado (E. P. Oliveira, 1997). Apesar dos naturais protestos dos paroquianos de São Victor, a nova paróquia avançou, compreendendo um território que ia desde a Igreja de São Vicente até ao Monte Picoto, contendo artérias importantes da época como as antigas ruas que deram origem à avenida da Liberdade, a atual avenida Central ou o Campo Novo.
A centralidade deste território era conferida pela igreja paroquial, antiga leprosaria medieval, ainda de reduzidas dimensões. Este templo, reedificado nos finais do século XVIII, foi demolido em 1979, para terminar o alinhamento da avenida da Liberdade. Vai ser, aliás, esta artéria o eixo fulcral em torno do qual se desenvolvia a vida da freguesia. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Fechou o Jardim de Braga!

@ www.abola.pt
Pessoalmente nunca fui um entusiasta do trabalho de Leonardo Jardim no Braga. É um treinador sem particular brilhantismo, ausente de carisma, e que mexe muito mal na equipa, tendo predilecções inexplicáveis por alguns jogadores.
Porém, cumpriu os objectivos, superou marcas e justificou plenamente uma nova oportunidade.

Por isso mesmo, a notícia que dá como certa a sua saída, baseada numa entrevista a um jornal desportivo, na qual nada se denota de menosprezo ou arrogância, não é razoável.
Sou um grande admirador do trabalho de António Salvador, porém nem sempre tem acertado nas decisões dos treinadores. Até hoje não se percebeu porque não renovou com Domingos, nem porque colocou Carvalhal, Rogério Gonçalves, Manuel Machado ou Jorge Costa no banco. Foram mais as apostas falhadas, que aquelas em que acertou...

A confirmar-se esta decisão incompreensível, esperemos que traga um treinador melhor. Paulo Alves não é treinador para o Braga, muito menos Sérgio Conceição. Aliás, quem é Sérgio Conceição?

O ideal mesmo era o regresso de Domingos!
O nome de Cajuda também circula nos corredores...

Braga, 28 de maio de 1926 - clarificações

A propósito do último post deste blog, cabe-em fazer algumas observações, agradecendo desde já o interesse dos leitores e a vivacidade do nosso espírito democrático, que em nenhum momento pretendi contradizer. Aliás, este espaço de reflexão é a prova mais fiel do exercício da liberdade de expressão que o 25 de Abril nos trouxe.
Cabe-me, então, salientar:

1.º- A 1.ª República não foi nenhuma democracia. O único regime democrático é o actual. Afirmar o contrário não é historicamente rigoroso. Não havia sufrágios universais, o poder era dividido por dois partidos que representavam duas facções da maçonaria, houve frequentes escândalos económicos e uma grande instabilidade governativa. O único aspecto "democrático" era a existência de uma imprensa livre...embora não signifique que se podia dizer tudo de forma efectivamente livre!

2.º - Tal como no regime ditatorial, a 1.ª República promoveu a perseguição a grupos e facções contra as quais a maçonaria detinha preconceitos. As ordens religiosas e as dioceses da Igreja sofreram expropriação de bens, prisão, tortura, exílio e morte...aparentemente pelo simples facto de estarem vinculados à religião católica. Isto é um regime democrático? Mesmo um não cristão terá alguma dificuldade em justificar estes actos.
Como sabemos, a maçonaria inquina qualquer democracia, através de jogos de bastidores e interesses. Veja-se o que se passa actualmente com o ministro dos Assuntos Parlamentares...

3.º - O marechal Gomes da Costa protagonizou uma mudança que o contexto de 1926 justificava. Era uma solução temporária, que infelizmente se prolongou por 48 anos. O próprio marechal foi perseguido pelo regime salazarista e morreu pobre e exilado nos Açores.

4.º - Reprovar o que se passou na 1.ª República não significa validar o regime ditatorial, mas reconhecer que tanto um regime como outro, estiveram longe de ser o melhor para o nosso país. Quero deixar esta ideia bem clara, para que não haja equívocos.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Braga, 28 de Maio de 1926...

Para os portugueses que pensam que Lisboa foi o centro de todas as decisões e mudanças políticas no nosso país, aí está a prova de que partilha com Braga esse protagonismo. A revolução que acabou com o “rega-bofe” republicano saiu de Braga para “meter na ordem” o resto do país. O marechal Gomes da Costa, de grave expressão e pouco poupado nas palavras “cheias”, que pelo Minho abundam, pegou nos exércitos do quartel do Pópulo no dia 28 de maio de 1926 e avançou até Lisboa, onde instaurou uma ditadura militar. Os 48 anos de fascismo fizeram de Braga a “cidade santa” da revolução.
Qualquer democrata ou republicano, há-de reconhecer a virtude deste acto...que pôs fim a uma 1.ª República de má memória e péssimos vícios.

domingo, 27 de maio de 2012

Aqui nasceu Portugal...há precisamente 884 anos!

Portugal está hoje de parabéns! Foi há precisamente 884 anos que o princípe D. Afonso Henriques e o Arcebispo Primaz, D. Paio Mendes, assinaram em Braga um documento apelidado  de "Certidão de nascimento de Portugal".

O documento que acima vemos está guardado no Arquivo Distrital de Braga, bem distante de olhares curiosos. Neste manuscrito, datado do dia 27 de Maio de 1128, podemos observar as assinaturas legíveis de D. Afonso Henriques e de D. Paio Mendes. Para além de renovar o apoio declarado às pretensões do Infante, o Arcebispo Primaz vê fortalecidos os seus poderes sobre o Senhorio de Braga e, em troca, confere apoio militar na guerra contra D.ª Teresa. Este suporte militar permitiu a D. Afonso Henriques vencer a batalha mais importante da sua vida: S. Mamede, que se deu a 24 de Junho do mesmo ano, perto de Guimarães.
Ora, se a história popular criou o mito de Guimarães como berço da nacionalidade, há que acrescentar que foi em Braga que tudo se definiu. Se há legitimidade para Guimarães ufanar-se de ser o berço da nação, então Braga terá até maior disponibilidade nesse ensejo. Aqui nasceu Portugal poderá ser aplicado a Braga, com toda a propriedade.
Em Braga concretizou-se o plano e em Guimarães verteu-se o sangue...

Já aqui comentamos, naquela que foi a mensagem mais lida deste blog, mas vale a pena recordar, até porque muitos bracarenses passam ao lado da sua orgulhosa história. É este um documento que merece ser exposto num futuro museu da cidade.

Ângulo Maior: arte nos telhados brácaros

Num tempo em que as habitações ainda não dispunham de electricidade, aproveitar a luz natural era um privilégio. Graças ao engenho dos nossos antepassados oitocentistas, temos hoje verdadeiras obras de arte sobre os telhados: as clarabóias. 
Esperemos que sempre sejam tidas em conta nos trabalhos de reconstrução.

sábado, 26 de maio de 2012

Ideias para Braga: o passado na calçada

A imagem que acima vemos foi fotografada hoje no largo Carlos Amarante e mostra-nos os arranques das paredes da igreja do antigo convento dos Remédios. Ali mesmo, debaixo do chão que tantas vezes calcámos,  localiza-se um pedaço da história da nossa cidade, alicerce de um passado que, mesmo o mais progressivo projecto, não consegue apagar.
Algumas cidades, como Guimarães, têm as antigas portas da muralha medieval gravadas nas lajes da calçada. Assim, qualquer cidadão que atravesse o local da antiga passagem muralhada, vai poder tomar conhecimento desse facto através da informação gravada no chão. Uma inovação simples e quase sem custos para a autarquia que, em vez de fazer desenhos pouco artísticos na calçada, pode ter uma oportunidade para aprofundar um diálogo com a sua própria identidade.
E Braga? Quantas ruas sacrificadas em nome do progresso? Quantas portas da cintura medieval desapareceram? Quantos edifícios religiosos destruídos pela ânsia da cobiça ou pelo laicismo mais absurdo e eivado de respeito pelo passado?
E se a porta do Souto estivese gravada nas lajes do largo do Barão de S. Martinho? E se o traçado da rua da Cruz da Carrapata passasse a estar desenhado pelas lajes do largo de São João do Souto? E se o convento dos Remédios voltasse a pontilhar - com um granito mais polido - o lado oriental do largo Carlos Amarante?

Uma ideia para uma Braga que precisa, urgentemente, de encarar o seu passado...

O IMI, Mesquita Machado e os bracarenses...

A Câmara Municipal de Braga vai receber uma receita de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) mais reduzida - 5% - que as previsões da autarquia. Este facto, deixou Mesquita Machado revoltado, numa manifestação de profundo zelo pelo erário público bracarense.
Mesquita Machado considera o caso como «mais um ataque ao poder local» deste Governo, cujo Ministério das Finanças «já retirou à Câmara quase 550 mil euros de receita de IMI», por causa da chamada lai dos compromissos.

Todavia o nosso presidente deve recordar-se, em primeiro lugar, que cobra aos bracarenses a taxa máxima de IMI permitida por lei. Em segundo lugar, que muitos dos proprietários de imóveis de alta valia não declaram o devido valor sobre os seus imóveis. Basta recordarmos o escandaloso caso do proprietário da antiga Saboaria e Perfumaria Confiança que declarava 263 mil euros como valor global do imóvel e terrenos e depois viu a sua modesta propriedade expropriada por 3,67 milhões de euros. Se houvesse justiça, este proprietário teria que devolver com juros o valor em que lesou a autarquia ao longo dos últimos anos.

Em vez de se queixar da administração central, o Engenheiro Mesquita Machado deveria procurar os proprietários que, como este da Saboaria Confiança, foram lesando os cofres do município por sub-avaliação dos seus imóveis. Há coragem para o fazer?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A outra Braga Romana

A cidade de Braga fervilha de emoção com a terceira iniciativa mais participada do seu calendário anual: a Braga Romana. Todas as palavras seriam poucas para elogiar esta iniciativa, que envolve de uma forma meritória escolas e associações do município, patrocinando um pouco do que foi a origem de Braga e recriando artificialmente o ambiente de uma civitas romana.
Esta iniciativa, que se demarca pela qualidade de execução e do envolvimento cenográfico e artístico alcançado, fica, contudo, muito aquém no que à exploração cultural do evento diz respeito. Com a herança arqueológica de que Braga dispõe e com a constante actividade de investigação e valorização promovida pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, que todos os anos apresenta novidades, é lamentável que a Braga Romana passe ao lado da Braga efectivamente romana.
Poderíamos desde logo questionar porque é que a iniciativa decorre maioritariamente fora da área da cidade romana, todavia isso é um pormenor diante de outros que convém aqui salientar.
Desprezado numa das paredes da cabeceira da Sé Primaz, o silhar contendo uma epígrafe latina que nos informa sobre o templo romano antecessor da catedral, está tapado, atrás de uma tenda, eivado da sua real valia no contexto do estudo da Bracara Augusta. Não seria possível destacá-la uma vez no ano, com um mega painel a indicar a sua origem, tradução e importância? Aí está uma das oportunidades perdidas por esta salutar iniciativa...

Aliás, até já nos esquecemos que uma das bandeiras de Mesquita Machado para as autárquicas de 2009 foi a criação de um parque arqueológico e a musealização do teatro romano e das ruínas das Cravalheiras...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Repensar as Festas de São João - propostas

Já aqui focamos este assunto, mas torna-se mais oportuno quando falta apenas um mês para o dia grande de Braga. Ontem, ao visualizar o vídeo de promoção do Quadrilátero urbano fiquei desolado ao perceber que o São João não merecia qualquer referência no espaço dedicado a Braga. A capital da região, mais conhecida pela grandiosidade e especificidade das suas festas e romarias, não vê mencionada a sua maior festa, o momento que os seus habitantes mais se mobilizam e regozijam. Este dado não deixa de ser exemplificativo da actual situação deste evento.
De facto, as festas de São João têm tudo para ser o maior cartaz turístico e cultural da cidade, mas efectivamente estão longe de o ser e ninguém parece querer pensar neste assunto a sério.
É durante as festas que se revela a identidade genuína da cidade, quer através das iniciativas das associações culturais e recreativas do município, que atingem por esta quadra o seu maior horizonte de activismo, quer pelas tradições e legado que conserva, quer pela elevação dos principais símbolos da cidade: como a bandeira e o hino.
O primeiro passo de uma estratégia não pode passar pelo mero desejo de captar turistas, mas principalmente por valorizar as heranças culturais do passado, naquele que é o maior momento anual para os bracarenses, devido à festa que é imprimida no tecido urbano.

Desde logo há medidas que devem ser tidas em conta:

  • Criação de um site com informação actualizada, programa, sugestões, reservas em hóteis e história.
  • Investir num programa de marketing profissional, com cartazes atractivos e devida promoção através de todos os canais que as Entidades de Turismo disponibilizam. 
  • Uma ou várias publicações sobre a história das festas, exaltando as tradições mais originais e o legado do passado (cartazes e fotografias)
  • Regresso dos foguetes, balões, festa de encerramento sem bilhetes e cortejo do Traje. (de 1994 até 2011 o programa foi sendo empobrecido, não se percebe bem porquê...)
  • Melhorar a qualidade musical e teatral da Dança do Rei David e do Carro dos Pastores.
  • Esboçar um programa detalhado para a animação nocturna da noite de São João: mini-palcos espalhados pelo recinto da avenida da Liberdade e avenida Central, com diversos tipos de música - desde a popular aos dj's - de forma a criar bailaricos espontâneos e animação.
  • Aproveitar as festas para valorizar a tradição de Braga nos cordofones, nomeadamente o cavaquinho e a viola bragueza, criando, por exemplo, um festival nacional de cavaquinhos.
  • Recuperar a Corrida do Porco Preto.
Obviamente que para que isto seja realidade é necessário quer a iniciativa da Associação de Festas, quer o empenho do município, quer o apoio incondicional dos agentes sociais e económicos.

Quem tem vontade para avançar com um verdadeiro plano de recuperação das festas de São João?

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Parabéns Hugo Viana!

Por vezes Deus escreve direito por linhas tortas... 
Parabéns Hugo Viana, por esta chamada à selecção de Portugal!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Autárquicas 2013: uma lista para o futuro?

O jornal Diário do Minho adiantou ontem a constituição da lista que Vítor Sousa irá apresentar às eleições na concelhia do PS em Braga. Para além dos já esperados n.º 1 e n.º 2 da lista, Vítor Sousa e Hugo Pires, respectivamente, surgem algumas surpresas um tanto ou quanto inesperadas.
Parece que a democracia está cada vez mais parecida com a monarquia. Ser filho de um militante "histórico" e "de peso" parece que abre muitas portas e oportunidades. Basta olhar para o nosso parlamento. Assim deparamo-nos com uma lista muito familiar.
A filha de Mesquita Machado aparece em n.º3. Que fabulosa ascensão - mais rápida que a de Cristo ao céu - para uma militante que poucos bracarenses devem conhecer. No meio do ambiente familiar aparece ainda o pai de Hugo Pires e o filho de Vítor Sousa, a quem todos reconhecemos inúmeras acções de natureza cívica e muita proximidade com os cidadãos, não é verdade?
A grande surpresa e "reforço" é Nuno Alpoim, o histórico vice de Mesquita Machado, a quem todos reconhecemos muitas qualidades. Recordo uma notícia do Correio da Manhã, acerca deste ilustre militante.
Os grandes garantes de confiança e credibilidade nesta lista - e digo-o com a máxima sinceridade - é o nome de Rui Dória e Ilda Carneiro, que aparecem bem colocados em termos hierárquicos.

Parece que a mais que provável lista vencedora do duelo pela liderança do PS em Braga está muito longe de representar uma verdadeira mudança com os actuais protagonistas. É pena! É pena! É lamentável que o PS desperdice esta oportunidade para se renovar, para trazer novas ideias e, acima de tudo, para mostrar aos bracarenses que quer marcar pela diferença. Que pena não ter surgido a terceira via...
É Braga quem fica a perder, estou certo.

domingo, 20 de maio de 2012

A justiça...dos ricos

Há dias uma parede junto ao tribunal de Braga apareceu pintada com esta expressão: "A justiça está corrupta! Só protege os ricos!". É verdade que se trata de um desabafo e que poderá generalizar situações particulares, todavia é sinónimo de um estado de espírito de muitos portugueses, que eu parcialmente partilho.
Não se trata apenas dos processos mediáticos como os que afectam Duarte Lima, o BPN, o processo Face Oculta ou o ainda lembrado Apito Final, que envolveu muitos protagonistas do futebol nacional. Gera-se na sociedade a ideia de que o nosso regime legal permite várias resoluções e que qualquer pessoa que recorra a um bom escritório de advogados - pagos a preço de ouro - terão altas probabilidades de se safarem... Acrescentando a isso, temos uma ministra da Justiça proveniente dessa elite da advocacia, que pretende limitar o acesso dos cidadãos com menos recursos a advogados pagos pelo Estado. Sendo a justiça um imperativo social, não é justo que muitos cidadãos se sintam defraudados no exercício da lei.
Uma das grandes questões da justiça, na actualidade, é o endividamento das famílias e a protecção legal conferida aos bancos. O ónus de um empréstimo não pode ser colocado apenas nos devedores, ams em quem empresta. Há empresas a beneficiarem de lucros imobiliários fabulosos, à custa da desgraça de muitas famílias, que para além de entregarem os bens, têm ainda que pagar dívidas significativas.
Esta justiça protege efectivamente grandes interesses económicos e prejudica o cidadão comum.

Para quando uma Assembleia da República capaz de desafiar os grupos de pressão e proteger os mais fracos da sociedade, tal como é sua missão?

sábado, 19 de maio de 2012

Braga um passo à frente na Champions

O Sporting de Braga vai disputar directamente o play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. Com a vitória do Chelsea sobre o Bayern de Munique na Liga dos Campeões, o maior clube do Minho não apenas encaixa 2,1 milhões de euros, como também entra em campo mais tarde e como cabeça de série no sorteio. Este facto aumenta substancialmente as hipóteses de seguir em frente.
Hoje, os verdadeiros bracarenses, aqueles que apoiam a maior instituição da sua terra e percebem a sua importância no desenvolvimento e na economia da sua cidade, só podem estar contentes!
Parabéns Braga!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Braga Romana: saber aproveitar os recursos

A Braga Romana vai contar, este ano, com um programa cultural que visa compelmentar este evento de excelência da nossa cidade. Por iniciativa da coligação Juntos por Braga, e com o forte contributo de um artigo de opinião do Ricardo Silva no Correio do Minho, vão ser realizadas algumas visitas guiadas ao património arqueológico de Bracara Augusta, e decorrerá ainda uma aula aberta sobre o legado romano, pelo professor Rui Morais no próximo dia 22.
Trata-se de uma iniciativa louvável, que tem por objectivo explorar a dimensão cultural e patrimonial da Braga Romana. Se é certo que este evento já se tornou num dos maiores fenómenos de mobilização das associações e escolas do município e dos próprios bracarenses, e é justo dar o mérito ao pelouro da cultura, també, é verdade que ainda não soubemos extrair todas as suas potencialidades. Quando assistimos ao sucesso da Feira Medieval dE santa Maria da Feira ou da Feira do Chocolate em Óbidos, invenções muito recentes, percebemos o notável trabalho de marketing e divulgação efectuado por esses municípios. Braga peca frequentes vezes neste campo. Quantas vantagens não traria ao comércio e à economia da própria cidade, se a Braga Romana tivesse a devida publicidade e divulgação? Quantos visitantes arrastaria anualmente?
Esta questão levanta o problema da existência de um plano de desenvolvimento turístico, com uma estratégia devidamente delineada, e um aproveitamento sustentável dos recursos do município, particularmente o património rico e diverso que possuímos. Braga tem recursos únicos, pena que não saiba, ainda aproveitá-los, a bem do seu próprio crescimento económico e da criação de riqueza e emprego. Curiosamente os dois únicos epifenómenos turísticos, e bons exemplos de divulgação da marca "Braga", são a Semana Santa (o São João poderia aprender muito com a equipa chefiada pelo cónego Jorge Coutinho) e o Sporting de Braga, cujos sucessos têm potenciado a imagem de Braga na Europa.
Há ainda o vector cultural. Hoje, nenhuma cidade se afirma no contexto europeu sem ser pela cultura. Se tívessemos uma autarquia dinâmica neste âmbito, talvez este ano estívessemos a acolher a Capital Europeia da Cultura, e talvez a Braga Romana potenciasse a raiz da sua própria existência. Não seria interessante ter os espaços museológicos romanos abertos ao público dia e noite, com iniciativas culturais, funcionários trajados a rigor, e outras iniciativas que valorizassem e dessem a conhecer a alta valia do nosso património arqueológico? Que sentido faz fazer uma feira romana, se muitos bracarenses continuam a desconhecer a Fonte do Ídolo, as Termas Romanas ou o Museu D. Diogo de Sousa, só para dar alguns exemplos?
Não sabemos propriamente qual será a reacção da vereadora da cultura, ou do nosso edil, a esta iniciativa da coligação Juntos por Braga, porém trata-se de um sinal positivo de sensibilidade para o património e a cultura de pessoas que podem vir a ser no futuro, os gestores da nossa cidade.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

História da Cidade de Braga IV



Na próxima sexta-feira o salão nobre da Câmara Municipal de Braga vai receber a quarta sessão do Curso de História da cidade de Braga. Esta iniciativa, promovida em conjunto pela JovemCoop e pela Braga CEJ 2012, vai debruçar-se sobre o período moderno e barroco. O objectivo desta sessão é percorrer os protagonistas da história urbana da cidade e o respectivo legado, dando aos participantes algumas impressões sobre a evolução urbana, os contextos e as marcas do passado.
Iniciaremos a sessão analisando o próprio espaço escolhido, o salão nobre da Casa da Câmara, cuja concepção obedeceu a uma estrutura simbólica de exaltação da história e identidade de Braga. Obra da década de 60 de oitocentos, destaca-se ainda pela evolução heráldica da cidade, que também merecerá uma atenção particular.
Em seguida vamos mergulhar nos factos e protagonistas, ocupando os Arcebispos um lugar de particular destaque. D. Diogo de Sousa (1505-1532), a figura histórica mais importante de Braga, vai merecer grande parte da nossa atenção, fundamentalmente nas alterações introduzidas na estrutura urbana da cidade. Em seguida percorreremos grande parte dos prelados que ocuparam o sólio arquiepiscopal até 1792, altura em que o senhorio bracarense é devolvido à Coroa. Destacaremos particularmente o papel de D. Rodrigo de Moura Telles (1704-1728).
Durante esta sessão abordaremos ainda a importância do estilo barroco na morfologia da própria cidade, fazendo menção dos principais edifícios e dos artistas. André Soares será, obviamente o nome mais escutado.

Inscrições: aqui

Parabéns Arsenal!


O Arsenal Clube da Devesa, o emblema desportivo mais representativo da freguesia de São José de São Lázaro garantiu ontem um espectacular terceiro lugar na Série B da II divisão distrital. Esta classificação, construída depois de uma série vitoriosa na recta final do campeonato, pode permitir a subida à I divisão. Um grande prémio para um clube sem os recursos de outros emblemas e que aposta unicamente na formação de mais de duas centenas de jovens.
Parabéns também ao meu pai, presidente do clube e treinador da equipa sénior!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Foi há precisamente 30 anos...

Há precisamente 30 anos, a 15 de maio de 1982, o Papa João Paulo II visitou a cidade de Braga e celebrou uma Missa no Sameiro para cerca de meio milhão de pessoas. Fica para a história, segundo os nossos contemporâneos, como um dos maiores dias de Braga (goste-se ou não da Igreja...).
É um facto!

O que é que eu faria com os 8 milhões das Piscinas Olímpicas?


O blog Braga Maior lança outra grande sondagem para perceber o que fazer com o dinheiro que a nossa autarquia gastou no projecto das piscinas olímpicas, entretanto interrompido: 8 milhões de Euros!
Apesar de ter garantido a felicidade de algum “amigo” empreiteiro, é dinheiro que podia ter sido investido em outras prioridades, nomeadamente na cultura ou em espaços verdes, que se constituem como os anseios maiores dos bracarenses hodiernos.
Como classificar este acto de gestão autárquico? Mau, péssimo, errático, estranho, curioso, voluntarista, exemplificativo de outros do mesmo género??? Fica ao critério de cada um analisar o que fazem com os nossos recursos na Câmara Municipal de Braga.

Deixamos esta questão para ser respondida pelos nossos atentos leitores. No final analisaremos os resultados, com o intuito óbvio de manter a memória dos bracarenses bem viva relativamente a este assunto.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Minho maior: Moreirense de Primeira

(Foto: www.abola.pt)

O Moreirense está de volta ao escalão principal! Uma alegria para o Minho, sem dúvida.
Simpatizo com este clube. Apesar de ser proveniente de uma pequena vila, consegue mobilizar os adeptos, ter o estádio com boas assistências, para além de ser um clube sério e competente.
Dá grandes lições a clubes e dirigentes de cidades demograficamente muito superiores e economicamente muito mais viáveis.

Sejam bem-vindos à Liga dos grandes!

Sete Fontes e Gualtar: duas minas de ouro


Todos sabemos que a desaceleração evidente da nossa economia, bem como os limites no acesso ao crédito, desmobilizaram o mercado de compra e venda de imóveis. Um dos sectores mais prejudicados por este facto é a construção civil, que se vê afectada por uma das maiores crises de sempre, agravada pelo desinvestimento público. Ora, este facto exige medidas atentas da parte dos governantes, sem dúvida. Porém, isso não deve significar uma liberdade excessiva no que toca ao exercício da disponibilidade e colaboração.

A cidade de Braga denota precisamente esta crise. A terra que já foi apelidada de “cidade dos empreiteiros” (vá-se lá saber porquê...), vive o definhar das suas grandes empresas devido ao excesso de oferta habitacional. Porém há ainda dois oásis capazes de garantir lucro imediato, dois tesouros ainda por explorar, que despertam óbvia cobiça: as Sete Fontes e Gualtar!

Construir ao junto ao local de implantação de um hospital, cujo movimento diário de pessoas e número de funcionários não está tão sujeito às contingências da crise, é factor de sucesso de um empreendimento. Da mesma forma, garantir apartamentos e estabelecimentos comerciais junto a uma Universidade, apesar de alguma quebra no número de alunos, também é factor quase certo de sucesso comercial e de lucro imediato.

Por tudo isto, é bom que estejamos atentos ao Plano de Pormenor das Sete Fontes e aos terrenos da famosa Quinta dos Peões. Num tempo de “vacas magras” as pressões aumentam e é preciso cidadãos atentos à gestão municipal. Não se trata de travar a actividade dos privados – pois a autarquia tem também o dever de auxiliar e promover a economia do município – trata-se de defender o património e a existência de espaços verdes e de lazer no meio de tanto betão e desordenamento. Isso sim, tem que ser muito bem gerido pela autarquia, não vão suceder outros atentados como já sucederam no passado (basta contemplar a urbanização junto ao Braga Parque, a concentração de construções junto à Makro ou o Carandá...).
É isto que pretendemos para Braga no futuro?
Eu não!

Príncipes das Astúrias (e Cavaco?) visitam Braga


Segundo o programa divulgado pela Presidência da República, a visita oficial dos Princípes das Astúrias, Felipe e Letízia, a Portugal prevê uma passagem por Braga no dia 31 de maio, para visitar o Centro Ibérico de Nanotecnologia. Será que Cavaco também os acompanha nessa visita?

Cavaco Silva arrisca-se a ficar para a história como o Presidente que mais desprezou a Capital minhota e terceira cidade de Portugal nos seus habituais roteiros.
Não entendo... (Cada vez dou por mais mal entregue o meu voto. Votar em branco pode ser uma solução nestes casos.)