quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Não matar a Confiança!

Tal como já havíamos aqui referido anteriormente, a recuperação e reutilização tendo em vista fins culturais, do espaço da antiga Saboaria e Perfumaria Confiança, é iniciativa louvável e necessária.
A notícia de hoje do Diário do Minho, que anuncia o fim das negociações da parte do actual proprietário, não deixa de se constituir como um triste desfecho para este processo. Todavia, sobra ainda uma das vias mais naturais e desejáveis, a meu ver: a expropriação. Resta saber se esta ainda irá a tempo de beneficiar de financiamento europeu... Esperemos que sim.
 
Em primeiro lugar, é necessário dizer que os motivos da desconfiança, relativamente a este negócio, são legítimos, diga-se, e enumero três pontos em torno dos quais deverá surgir qualquer processo dialéctico:

1. A que se deveu esta mudança de atitude da maioria socialista para com a reabilitação da antiga Saboaria e Perfumaria Confiança, quando sempre se escusou em valorizar este imóvel? Como soube Mesquita Machado da disponibilidade do proprietário para vender o imóvel?

2. Existe uma discrepância significativa entre os valores sugeridos para esta propriedade. Surgem 4 valorações diferentes:
  • 1.893.089 euros: valor da venda do imóvel em fevereiro de 2002
  • 263 mil euros: declarados pelo proprietário nas Finanças
  • 2.992.787 euros: valor da hipoteca declarada à Caixa Geral de Depósitos
  • 3,5 milhões de euros: proposta de aquisição da autarquia 
3.  Porque não proceder à classificação patrimonial do que resta da antiga fábrica, e à consequente desafectação urbanística dos terrenos em que se localiza, de forma ao valor atribuível ser mais coerente? Se todos concordam em que ali não pode surgir mais um prédio ou volume construtivo permitido pelo actual PDM, porque não garantir a protecção efectiva deste local? Não seria este o primeiro e natural passo de uma entidade pública interessada em salvaguardar um legado para os seus cidadãos?

Ora, em torno destas três questões muito haveria a dizer - e foi dito... - e outras discussões poderia gerar. O essencial, parece-me, é salvaguardar o interesse efectivo da parte da Coligação Juntos por Braga na recuperação deste imóvel. Ricardo Rio justificou todo este processo com relativa clareza, quando o Luís Tarroso Gomes levantou a problemática do valor de aquisição. 
Sinceramente, gostaria de juntar o Luís e o Ricardo Rio numa tertúlia, porque tenho absoluta confiança nas intenções dos dois intervenientes e na vontade de tornar esta cidade de Braga maior e melhor. É um amor partilhado, este, e tem um nome: Braga.

É certo que os valores discrepantes, que têm vindo a público, em nada ajudam a este processo. Da mesma forma, aquilo que já vamos conhecendo do actual poder autárquico, só pode deixar-nos de pé atrás para com as boas intenções do nosso Presidente relativamente à Fábrica Confiança.

Podemos continuar a discutir a frieza dos números, mas o mais importante é agir e agir bem e depressa. Queremos a Confiança? Queremos regenerar uma importante zona cívica de Braga? Queremos reabilitar a memória industrial de Braga? Queremos dotar Braga de mais um equipamento cultural?

Então, unamo-nos em torno da Confiança. Façamos um grande debate público sobre este tema. Mostremos à autarquia o nosso interesse efectivo por este projecto. Acorramos em massa à próxima Assembleia Municipal, não para protestar, mas para manifestar o quanto desejamos que este processo seja uma realidade. 

Não foram 84 as propostas ao Concurso de Ideias? Não temos leis a defender o interesse público e o património? Então, nada está perdido, basta haver vontade política para avançar...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Des(Confiança)s

O Tribunal de Contas desconfia do negócio que envolve a compra do espaço da antiga saboaria e perfumaria Confiança. A notícia, avançada hoje pelo Diário do Minho, adianta ainda que o proprietário dos terrenos, que o município pretende comprar por cerca de 3,5 milhões de euros, paga apenas pouco mais de mil euros anuais de IMI. Significa que o valor determinado para a antiga saboaria Confiança se cinge a cerca de 260 mil euros!
Ora, o proprietário está prestes a lucrar 15 vezes mais do que o valor estimado pelas finanças... Ou seja, o Estado avalia um imóvel com determinado valor, e o próprio Estado - por intermédio do município (que têm como missão defender os interesses dos cidadãos que servem) - vai adquirir o imóvel por um valor muito superior. Ena, mas que grande negócio!

O Gabinete de Mesquita Machado remeteu-se ao silêncio.
E nós, bracarenses, que diremos de tudo isto?

Na rota do título

O Sporting Clube de Braga venceu ontem contundentemente o arqui-rival, por 4-0 (e podiam ter sido mais...), colocando-se na rota do título nacional de futebol. Efectivamente o maior clube do Minho só depende de si para ser campeão, e as nove vitórias consecutivas, associadas a bom futebol e eficácia exibicional, aumentam as esperanças braguistas de fazer história.
Candidatos ao título? Leonardo Jardim deu uma fabulosa resposta aos jornalistas: "Se fossemos candidatos não estavam cá apenas 10 jornalistas no lançamento deste jogo..."
Obrigado Mister! Nas próximas semanas talvez nem haja lugar para tantos jornalistas na nossa sala de imprensa. Acredite que eles vão ter que falar muito de nós...
A história está perto, muito perto!

Ontem foi dada uma bela resposta aos fanfarrões vimaranenses que, em vez de se cingirem à sua realidade e contexto, passam a vida a lançar farpas para o vizinho e a traçar como meta ultrapassar o Braga. Ora, o mal de inveja é mortal... Esperemos que as próximas eleições sejam oportunidade de crescimento e maturidade para os nossos vizinhos.

Os 5 erros colossais do processo da Loja do Cidadão

Apontamos 5 erros colossais ao processo de deslocalização da Loja do Cidadão de Braga:

  1. Quem for à Loja do Cidadão verá inúmeros balcões vazios. A ideia guterrista, e pluri-elogiada, de concentrar os organismos burocráticos, parece encravar no preconceito de alguns membros do actual Governo...
  2. Goste-se ou não do proprietário do edifício, a primeira medida do ministério que tutela as Lojas do Cidadão deveria ser a renegociação do valor de arrendamento, antes de procurar outro espaço.
  3. A Câmara Municipal de Braga e a Junta de Freguesia afectada deveriam ser escutadas durante este processo, para avaliar impactos e alternativas viáveis. Ao que consta, o processo decorre apenas nos corredores da capital.
  4. Uma mudança da Loja do cidadão deste local vai ter um impacto muito negativo nesta zona da cidade, já desfalcada pela deslocalização do Hospital. O comércio vai ressentir-se e a insegurança pode ser uma realidade neste local.
  5. À imagem da reforma administrativa, este processo pode revelar uma postura arrogante e centralizadora do Ministério de Miguel Relvas, que em nada afirma eficácia governativa e capacidade democrática.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O maior clube do Minho recebe hoje o rival

Braga, 27 de fevereiro de 2012
Estádio Axa, 20h15

Caminhando pelas Sete Fontes

Ontem decorreu mais uma iniciativa da JovemCoop, naturalmente associada ao programa da Braga CEJ. Foi uma oportunidade única para muitos bracarenses conhecerem o mais recente Monumento Nacional do município. Serviu também para avaliar as potencialidades do local onde está implementado este sistema de abastecimento de água, mandado construir no século XVIII pelo Arcebispo D. José de Bragança.
Um parque urbano e de lazer que valorize este importante monumento, tão agredido e mutilado, parece ser uma solução que, mais do que viável é urgente.
Obrigado JovemCoop!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Hipocrisia em vésperas do derby

Não acreditei quando li as declarações do técnico do Vitória de Guimarães, que amanhã defronta o Braga, referindo a sua revolta para com os preços dos bilhetes para os adeptos visitantes. Tenta até tirar partido desta aparente ofensa, para motivar a sua equipa a "oferecer" a vitória amanhã aos seus injustiçados adeptos.
Ora, eu paguei - e os restantes braguistas - 22 Euros para entrar no estádio D. Afonso Henriques em setembro passado, sendo os bilhetes mais baratos disponibilizados a adeptos do Braga. O IVA era então 6%.
Os bilhetes que o Sporting Clube de Braga disponibiliza aos nossos vizinhos até são mais baratos, se contabilizarmos correctamente o valor actualizado do imposto de valor acrescentado.
Como se já não bastasse este tipo de discurso, ainda acrescentou que "ninguém atira pedra a uma árvore que não dá frutos", como que insinuando que o Braga tem necessidade de atacar o Vitória para se afirmar. As pedras, porém, têm vindo sempre do mesmo lado da Falperra, como no-lo comprova mais este triste episódio.
É caso para falar de uma monumental hipocrisia da parte do Sr. Rui Vitória, que já no ano passado quis ser protagonista no Estádio Axa, ainda ao serviço do seu anterior clube.

A matança das laranjeiras

Até considero bastante interessantes os projectos que vamos ver surgir em alguns espaços urbanos da cidade de Braga, integrados no abrangente plano de regeneração urbana.
Porém, não percebo porque não é possível integrar o património ambiental nos novos projectos? Será necessário destruir tudo para voltar a fazer?
A matança das laranjeiras do largo da Senhora-a-Branca não deixa de ser mais um lamentável episódio de insensibilidade patrimonial... Não são umas simples 'ervas' que por ali abundam!
Faz lembrar os calhaus do parque da Ponte, que foram removidos sabe-se lá para onde... Pois, esses calhaus são história! Tal qual as laranjeiras da Senhora-a-Branca...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Bem-vindo Bracari!

Num fim-de-semana a fervilhar de iniciativas da Braga CEJ (amanhã não deixarei de ir à caminhada pelas Sete Fontes!), foi apresentada a mascote oficial deste grande evento: o Bracari.
A escolha final resulta de um concurso para jovens de Braga, à imagem do que já havia sucedido com o logotipo.
O vencedor foi Ricardo Coelho, um bracarense de 20 anos, que correspondeu ao repto lançado pela organização. Isto, sim, é dar lugar à juventude, goste-se ou não do resultado. Eu gosto!

Bem-vindo Bracari! Esperamos ver-te com frequência ao longo deste ano 2012.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Braga existe no mapa de Cavaco Silva?

Todos os bracarenses já perceberam que o actual Presidente da República não tem um particular gosto por visitar Braga. Conta-se pelos dedos de uma mão (talvez) o número de visitas efectuadas por Cavaco Silva. Mesmo quando foi primeiro-ministro, num longo período de dez anos, a terceira cidade do país frequentemente ficou fora dos seus 'roteiros', para além dos investimentos que tiveram que esperar pelo Governo seguinte, tais como o acesso à A3, o novo Hospital, Museu D. Diogo de Sousa, entre outros.
Agora Cavaco Silva realiza um denominado Roteiro da Juventude.
Nem a justificação de qualquer má-vontade da autarquia pode ser desculpa utilizada pelo português que mais deve representar todos os portugueses. Em Braga residem cerca de 1,7% do total da população portuguesa, sendo cabeça de uma região que concentra cerca de 11% dos portugueses. Já no tempo do rei D. João V, o Minho era tido como "a mais povoada" das regiões portuguesas.
Num ano em que Braga acolhe o maior evento europeu da Juventude, será que é desta que a maior cidade portuguesa, depois de Lisboa e Porto, vai merecer atenção do seu chefe de Estado?

Turismo a crescer? Talvez no Porto…


Ontem ficamos a saber que o turismo no Norte está a crescer. Num seminário intitulado “Turismo rural – fonte de empreendedorismo”, uma vogal da auto-denominada Entidade de Turismo do Porto e Norte, proclamou uma grande notícia para a região.
Todavia, esqueceu-se de dizer que esses números se revelaram bastante positivos para o município do Porto, com crescimentos significativos, que em alguns meses chegaram aos 20%, enquanto que Braga, Viana do Castelo e Guimarães viram o seu número de dormidas (indicador fundamental para analisar os proveitos económicos), decrescer 6%, 20% e 0,2%.
O que significam estes números? Simplesmente que esta Entidade regional – errada, desde logo, pela sua designação – está muito interessada no Porto e pouco empenhada no restante território, como a evidência dos números atesta.
Enquanto as agências de turismo ligadas as Porto continuarem a promover uma manhã em Braga e uma tarde em Guimarães, continuando a beneficiar a hotelaria portuense em capacidade de ocupação e com todos os benefícios económicos para o comércio e restauração do local onde se instalam, vamos continuar a ver os números do turismo supostamente crescerem, sem que isso se revele em êxito efectivo para a nossa região.

Sub-Região de Saúde extinta

A Administração Regional de Saúde do Norte vai extinguir a Sub-Região de Saúde de Braga, uma medida explicada pela necessidade de “racionalização”.
A terceira cidade do país e sede da terceira região portuguesa mais povoada, com mais de 1 milhão de habitantes (10% da população total), vê-se, uma vez mais, ultrapassada pela macrocefalia do Porto.
É assim que vamos alcançar um desenvolvimento sustentado em todas as regiões nacionais?

E os nossos líderes políticos? Não dizem nada?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Heróis do Minho

O Sporting de Braga venceu por 1-0 em Istambul, mostrando-se claramente superior. Muitos golos ficaram por marcar, num jogo muito próximo da perfeição.
Os heróis do Minho estão fora da Liga Europa, mas souberam mostrar que sem os erros de arbitragem da 1.ª mão, estaríamos agora a festejar.
O maior clube do Minho é digno de aplausos e elogios.


Segunda-feira há derby... E o primeiro lugar cada vez mais perto!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Repensar as Festas de São João

Na passada quinta-feira as festas de São João acabaram por ser o foco do debate da apresentação do livro "Liberdade Street Fashion", que decorreu na FNAC do Braga Parque. O duelo entre Vítor Sousa e Abílio Vilaça poderia lançar uma abrangente e alargada discussão sobre um dos maiores patrimónios da cidade de Braga.
De facto, as festas de São João têm tudo para ser o maior cartaz turístico e cultural da cidade, mas efectivamente estão longe de o ser e ninguém parece querer pensar neste assunto a sério.
É durante as festas que se revela a identidade genuína da cidade, quer através das iniciativas das associações culturais e recreativas do município, que atingem por esta quadra o seu maior horizonte de activismo, quer pelas tradições e legado que conserva, quer pela elevação dos principais símbolos da cidade: como a bandeira e o hino.
O primeiro passo de uma estratégia não pode passar pelo mero desejo de captar turistas, mas principalmente por valorizar as heranças culturais do passado, naquele que é o maior momento anual para os bracarenses, devido à festa que é imprimida no tecido urbano.

Desde logo há medidas que devem ser tidas em conta:

  • Criação de um site com informação actualizada, programa, sugestões, reservas em hóteis e história
  • Investir num programa de marketing profissional, com cartazes atractivos e devida promoção através de todos os canais que as Entidades de Turismo disponibilizam
  • Regresso dos foguetes, balões, festa de encerramento sem bilhetes, cortejo do Traje...
  • Esboçar um programa detalhado para a animação nocturna da noite de São João: mini-palcos espalhados pelo recinto da avenida da Liberdade e avenida Central, com diversos tipos de música - desde a popular aos dj's - de forma a criar bailaricos espontâneos e animação
  • Recuperar a Corrida do Porco Preto
Obviamente que para que isto seja realidade é necessário quer a iniciativa da Associação de Festas, quer o empenho do município, quer o apoio incondicional dos agentes sociais e económicos. Quem tem vontade política para avançar com um verdadeiro plano de recuperação das festas de São João?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

História brácara no Estádio Axa!

É hoje que vai ser dado a primeira incursão sobre a história da cidade de Braga. Trata-se de uma iniciativa integrada no programa da Braga CEJ, "Bracara from Augustus", e suportada pela JovemCoop, que mais uma vez nos quer sensibilizar para o património brácaro.
A sessão de hoje vai decorrer na sala de imprensa do Estádio Axa e tem lotação garantida. O motivo da escolha do local está relacionada com os bracari, o povo ocupado pelos romanos, que ajudou a fundar a nova urbe de Bracara Augusta, e que estava instalado bem próximo do local onde hoje o Sporting de Braga faz sonhar os seus apaniguados.
Hoje a pré-história de Braga estará em discussão.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os amigos da Braga CEJ...

Já se comentava em surdina, mas a confirmação é feita pelo jornal Público, pela pena do Samuel Silva. A Braga CEJ tem contratos publicitários preferenciais com certos órgãos de comunicação da cidade. Correio do Minho, RUM e revista Sim...


«A verba em questão diz respeito a três contratos firmados com órgãos de comunicação social da cidade, com o objectivo de divulgar o programa da Braga 2012. A Fundação Bracara Augusta acordou com a Rádio Universitária do Minho um "serviço de divulgação e comunicação de actividades inseridas na programação da CEJ", por 19.344 euros. Já com o grupo Arcada Nova - detentor da rádio Antena Minho e do diário Correio do Minho - o contrato é de 9600 euros, destinados ao "acompanhamento rádio-jornalístico do evento".
No portal Base - Contratos Públicos Online consta ainda um terceiro contrato, com a empresa Frases Soltas - proprietária da revista mensal gratuita
Sim - descrito como "prestação de serviços relativos à cobertura jornalística da CEJ", ao qual é atribuído um valor de 16.800 euros. Ao todo, são mais de 45 mil euros gastos pela organização da Braga 2012, todos eles fundamentados com a "ausência de recursos próprios" para executar a tarefa.»

Depois não há verbas para publicitar as actividades, repor os painéis que desapareceram depois das intempéries de Outubro, colocar cartazes em lugares públicos...
E o Diário do Minho, o jornal mais lido da cidade, fica de fora da publicidade?
Ena, mas que grande patrocínio conseguiu a revista Sim...


Onde estão os bracarenses que apoiam Hugo Pires para a Câmara?

FDO lança o alarme

A falência de uma das maiores empresas de construção civil de Braga, para além do óbvio lamento pela perda de 700 lugares de trabalho, lança o alarme sobre um dos sectores que está e vai ser mais afectado pela actual conjuntura económica.
Efectivamente a FDO era uma das empresas mais dignas de louvor deste sector do tecido económico de Braga. Não se lhe conhecem ligações peculiares com certos corredores de poder.

Se temos autarquias que parecem trabalhar sempre com os mesmos empresários, e que alteram as suas opções políticas ao sabor das necessidades das empresas de construção civil, então muita coisa vai mal neste sector económico.
Pena, que as primeiras vítimas são as que menos merecem. Os abutres, esses, pensam que se safam sempre. É por isso que as autárquicas 2013 podem ser um momento histórico para Braga.
A minha cidade não pode ser a cidade dos empreiteiros!
É preciso acordar os bracarenses...

Força Domingos!

Domingos Paciência conseguiu a melhor classificação de sempre do Sporting de Braga: 2.º lugar
Domingos Paciência alcançou o maior número de pontos: 71
Domingos Paciência obteve a melhor defesa num campeonato nacional: 20 golos sofridos
Domingos Paciência é o treinador com mais jogos na Europa ao serviço do nosso clube: 21 jogos
Domingos Paciência qualificou o Sporting de Braga para a Liga dos Campeões e foi o melhor clube português estreante nesta competição (9 pontos)
Domingos Paciência conduziu os Guerreiros do Minho a uma inédita final europeia.
Domingos Paciência pôs o Braga a lutar pelo título nacional até à derradeira jornada.

Domingos Paciência fez com que o nome de Braga circulasse por muitos lugares do mundo, até mesmo onde seria impensável falar-se de um clube ou de uma cidade com tal nome.

Por tudo isto, a atitude condenável da Sporting SAD, que agride o futebol e os seus profissionais, só pode merecer o nosso repúdio e uma manifestação de força e solidariedade por um dos melhores treinadores que já serviu o nosso clube.
Força Domingos!

Braga, a cidade de...S. Fortunato!

É frequente verificarmos surtos de neo-intelectualismo nos jornais e revistas locais e nacionais. É um problema quando alguém se põe a escrever sobre o que não sabe muito bem, ou apenas lhe parece.
Foi o caso de uma espécie de crónica colocada como comentário avalizado sobre o Sporting de Braga, analogando-o com a urbe do qual é embaixador.
Assim, ficamos a saber, através de um senhor chamado Eugénio Queirós, que Braga tem origem romana, sendo "a cidade mais importante do hoje Norte de Portugal" - leia-se: a cidade mais importante do actual território nacional! É verdade, senhores lisboetas...
E a lição de história continua, dizendo que foi também a cidade de "S. Martinho de Dume e S. Fortunato!". Obviamente, que o senhor quereria dizer S. Frutuoso, que se viu subitamente rebaptizado...
O pontapé seguinte na história brácara é dado na origem da Arquidiocese de Braga: "desde o século VI". Parece que não. Pelo menos desde finais do século IV (ano 400) com D. Paterno, mas pode ser anterior.
Depois desta baralhada histórica, mistura-se Adolfo Luxúria Canibal, com o Libertino do Luiz Pacheco... Ena, que confusão!
Fica bem falar de Braga hoje em dia, e isso é salutar, porém é preciso saber dizer!
Aqui fica a retificação.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Eis que no meio da névoa, surgiu o bom senso!

Há uma boa-nova no seio da concelhia do PS Braga. Cláudio Silva, que recentemente se demitiu das funções de director-geral da Braga Capital Europeia da Juventude, por supostas divergências com Hugo Pires, é o nome apontado pelos militantes socialistas que não concordam com as denominadas candidaturas da continuidade.
Este grupo de militantes, que poderá ver a sua base de apoio alargada, pretende uma efectiva mudança de rumo e sensibilidade no Partido Socialista. A sede pelo poder que parece conduzir as candidaturas adversárias, demasiado vinculadas a 'vícios' e 'amizades' que dominam a actual cena política em Braga, não apresenta unanimidade, como seria de esperar.
O receio de que o PS perda as eleições autárquicas deve dar lugar a um projecto político renovado e que apresente novos rostos e vontade de rasgar com o passado. E se o PS perder, por isso, as próximas autárquicas? Aí as culpas também serão do actual poder, que não soube dar espaço a novos projectos e ideias...
E não fará bem ao partido ser oposição por uns tempos, para perceber o que não realizou tão bem e colocar de lado alguns tiques arrogantes? E, se os bracarenses efectivamente desejam o melhor para Braga, quem sabe se o melhor não poderá vir do adversário?
Eis que no meio de uma névoa de ambição e velhos hábitos, aparece um rastilho de bom senso. A provar que no PS Braga há pessoas inteligentes, com bom senso e que percebem o findar de um projecto. Mesquita Machado chegou ao fim. Com muitas virtudes, mas também com atitudes passíveis de condenação, até pelo mais ferrenho partidarismo.
Não conheço bem Claúdio Silva e, provavelmente, nem irei preferi-lo nas autárquicas 2013, todavia espero que sim, que rompa com o passado e se apresente aos bracarenses com vontade de ser diferente, independente de interesses e amizades e, acima de tudo, com vontade se servir Braga e os bracarenses. Pelo menos sabemos que não comunga as imperfeições dos três presumíveis adversários...

A Pousada de Portugal foi-se...

A antiga ENATUR, atual grupo Pousadas de Portugal, que investia em lugares de eleição do nosso país, tendo contribuído para a recuperação e reabilitação de inúmeros monumentos do nosso país, vai deixar a cidade de Braga.
A Pousada de Portugal localizava-se no largo de Infias num antigo palácio do início do século XX. Tinha a classificação de Hotel de Charme e nele se costumava hospedar a seleção nacional, sempre que passava por Braga. Na verdade, era um prestígio para Braga deter uma unidade hoteleira deste grupo.
Passará agora a ser um hotel do grupo Magnaletra.
Continuaremos a perguntar porque continuará Braga a passar ao lado dos grandes investimentos e investidores em turismo. Isto não poderá deixar de ser analisado como fracasso...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Parricídio, segundo Ricardo Rio!

Na recente entrevista de Ricardo Rio à Rádio Universitária do Minho e ao Diário do Minho, o candidato da coligação Juntos por Braga às autárquicas 2013, qualificou os seus possíveis adversários. "Parricídio!", diz Ricardo Rio.
Sim, é verdade, Vítor Sousa, Hugo Pires e António Braga vivem inscritos num grande dilema. Ou assumem a obra do seu 'pai' Mesquita Machado, tentando capitalizar os louros dos 37 anos à frente da autarquia, ou 'matam o pai' e assumem divergências com as suas linhas de acção.
Numa recente entrevista Vítor Sousa deu uns tiros nos próprios pés, ao minorizar os seus adversários e a marcar algumas divergências com o 'papá'. Dias depois, nos Serões do Burgo, atirou-se completamente à piscina! Como é possível que se demarque de uma decisão tomada pelo executivo do qual ele mesmo fez parte?
Já António Braga, o eterno diletante, prevê sérias dificuldades internas para se afirmar, dada a rasteira concedida pelo menino Hugo Pires. Ainda por cima sem o suporte do jornal do partido...
Hugo Pires, o tal "que não tem experiência", segundo o candidato que apoia à concelhia, vai ter muito que explicar ao longo da Braga CEJ. Suportes publicitários preferenciais, algumas deficiências na promoção dos eventos...construção nas Sete Fontes? Mas qual é o problema dos senhores empreiteiros encurralarem o monumento e fazerem render ao milímetro o negócio junto ao Hospital?
E a Quinta dos Peões? O tal tesouro imobiliário garantido (TIG, dizem os entendidos...). Qual é o problema em fazer lá um Centro de Congressos - e uns prédios de habitação ao lado...? A UM até pode construir lá a sede da Associação Académica...
E o parque de Exposições? Para que serve? Não estamos nós em tempo de contenção e opção preferencial pela regeneração urbana?

"Parricídio!", diz Ricardo Rio. E diz bem, e diz bem...
Mas, no fundo, vão sair todos ao pai!

84 vezes Confiança!

A Saboaria e Perfumaria Confiança está prestes a receber nova vida. Nada de novo para um espaço onde tantas vezes o futuro foi construído e o nome de Braga foi projectado.
A Confiança pode ser um foco de regeneração urbana e cultural numa zona da cidade demasiado cinzenta e pesada. Acima de tudo, esperamos que estas 84 propostas sejam a semente de uma nova Braga, que escuta as suas futuras gerações, lhes dá espaço e espaços, e não se esquece que a identidade de uma comunidade nascem do respeito pela sua história e pelas marcas que essa mesma história lhe concedeu.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A densa ausência do Livro de Obras das 7 Fontes

O que aqui relatamos é uma lenda, que se ouve como eco desordenado de tempos imemoriais desta augusta cidade.
Conta a lenda que um certo presidente da Câmara terá requerido junto do Arquivo Municipal o Livro onde estavam registados os contratos e execuções da construção do complexo hidráulico das Sete Fontes, o denominado Livro de Obras. Conta também a lenda que o Livro foi para o gabinete do Senhor Presidente, não se sabe se andando ou de bicicleta… Conta também a lenda que isso sucedeu numa altura em que se começava a falar da protecção deste monumento e em que algumas ‘casinhas’ foram construídas lá próximas. Sabe-se lá se não terão sido fundadas por cima das condutas? Sabe-se lá?
Entretanto isso, os bracarenses que – no seu devido direito – queiram consultar no Arquivo Municipal o denominado Livro de Obras, para aprofundarem o conhecimento sobre esta parte essencial do nosso património, não o poderão fazer. O Livro continua ausente, num profundo exílio e adormecimento, que só o tempo poderá revelar.
Esperemos sim que não desapareça para sempre…pois nele estão contidos dados essenciais sobre o monumento que mais terá mobilizado os cidadãos na já mui longa história desta tão fiel como antiga cidade de Braga.

Braga é a 1.ª cidade do país com “sem abrigo voluntários”

Já estamos muito habituados aos ‘recordes’ que a nossa cidade é capaz de bater.
Já tivemos o maior túnel do país, o maior parque de estacionamento, o maior painel de transmissão de um estádio, o maior Pingo Doce… Ontem ficamos a saber de mais um!
Também usufruímos dos primeiros ‘sem-abrigo voluntários’!
O presidente da Câmara, Mesquita Machado, surpreendeu ontem os bracarenses com uma inusitada declaração em que nos informa que em Braga as pessoas que vivem na rua "são sem-abrigo porque querem, são sem abrigo voluntários".
O Sr. Presidente inventou um novo qualificativo, que até daria para grandes considerações filosóficas.
É certo que existe uma casa de acolhimento da Cruz Vermelha, que muitos sem-abrigo recusam frequentar devido à insegurança que os próprios incorrem, devido a situações de falta de respeito entre os utentes (segundo dizem…) e também à distância a que fica do centro da cidade, onde costumam mendigar.
É óbvio que Mesquita Machado, enquanto cidadão, até pode ter alguma razão no que diz. Muitos efectivamente recusam ir para o centro de acolhimento. O problema, que se coloca, é que enquanto autarca e responsável máximo pela cidade, Mesquita não pode dar a resposta que deu, muito menos rejeitar responsabilidade perante a vaga de frio que afecta os bracarenses…