sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

8 anos depois...o Estádio das paixões!

Faz hoje 8 anos que o novo Estádio Municipal de Braga foi inaugurado. Foi precisamente no dia 30 de Dezembro de 2003, que numa partida entre o Sporting de Braga e o Celta de Vigo (1-0), antecedida por um espectáculo de luzes, som e pirotecnia, se deu início oficial a um dos principais monumentos da cidade. Premiado com o Prémio Sécil Engenharia e Arquitectura, este recinto desportivo tem sido alvo dos mais rasgados elogios, tendo contribuído decisivamente para que Souto Moura, o seu arquitecto, ganhasse o Prémio Pritzker 2011.
Apesar da obra-prima, este estádio não deixa de esconder algumas incongruências...
Todavia é uma obra que orgulha a cidade e por isso está hoje de Parabéns!

Braga CEJ põe mascote gigante no Pópulo

A mascote gigante preparada para a ainda capital europeia da Juventude, a cidade de Antuérpia na Holanda, foi trazida para Braga e pode ser visto no largo do Pópulo. Trata-se de uma iniciativa que pretende continuar a marcar o espaço urbano de Braga com iniciativas que possam dar visibilidade a este grande evento que a cidade irá acolher em 2012.
A mascote denomina-se Cosmogolem e é um "gigante" com cerca de 4 metros, que tem uma porta no local do coração para "guardar mensagens secretas" de crianças.
A mascote da Capital Europeia da Juventude (CEJ) Antuérpia 2011 foi oferecida, na cerimónia de encerramento do evento na Holanda, à CEJ Braga 2012 como "passagem de testemunho" entre capitais da Juventude.
Durante o ano de 2011, o Cosmogolem fez um "tour" pela Flandres acabando agora a viagem em Braga, no Largo do Pópulo onde irá decorrer a cerimónia de abertura da CEJ Braga 2012 a 14 de Janeiro.

As máscaras do Estado Novo em Braga

Antes de 1930
Depois de 1930
A partir das fotos acima expostas poderemos perceber a dimensão da alteração a que foi sujeito o Antigo Paço dos Arcebispos de Braga, actual Biblioteca e Arquivo Distrital.
As fotos são do site www.monumentos.pt onde podem ser consultados os testemunhos fotográficos de alguns dos monumentos modificados ou literalmente inventados pelo Estado Novo aquando da comemoração dos 800 anos de Portugal. Em Braga a Sé foi descaracterizada e foi destruído o vizinho bairro das Travessas, em nome de um regresso aos valores medievais que jamais poderemos comprovar.
O Paço dos Duques de Bragança em Guimarães ou o Castelo de S. Jorge em Lisboa foram absolutamente inventados neste período.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Braga CEJ na ribalta

Ao longo da última semana, por vários motivos, a organização da Braga Capital Europeia da Juventude voltou à ribalta. Quer seja por óptimos motivos, como o interessante vídeo promocional "Todos somos Braga", quer seja pelo anúncio da presença de Pearl Jam e David Guetta no evento, quer seja pela loja que abriu no Largo do Barão de S. Martinho, e que promete agitar e dar visibilidade a este evento que a cidade vai acolher. Agora já podemos vestir a rigor!
Todavia, também assistimos às justas reclamações da JovemCoop por não haver um envolvimento directo das associações de Jovens do município na programação do evento, ou então pela recente demissão de um dos responsáveis do evento. Ainda sobram os gastos milionários já agendados para a inauguração da remodelação cdo novo quartel...que estará acessível a apenas alguns.
Isto de trabalhar para grandes feitos não pode implicar apenas destaques e anúncios megalómanos. O sucesso de uma iniciativa depende em grande parte do envolvimento da população à qual se dirige e dos públicos que se pretendam atingir. Por isso, como bracarense espero que ainda seja tempo para rever a marcha e envolver a cidade. Não bastam cartazes, e grandes concertos ou um ou outro evento visível. É preciso, sim, mostrar à população jovem que se conta com ela para o evento.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Infias: o novo ponto negro do tráfego bracarense


Longe vãos os tempos em que a rotunda do Santos da Cunha era encarada como um local de passagem a ser evitado, dado o trânsito que se acumulava nesta zona, em particular nas horas de ponta. As novas variantes vieram aliviar o cenário, não tendo contudo resolvido os problemas de trânsito.
Há uns tempos atrás, foi-se notando um acréscimo significativo de trânsito nos acessos Norte da cidade. A quantidade de pessoas vindas dos concelhos de Vila Verde, Amares ou Terras de Bouro, tem crescido significativamente. Todos os dias pela manhã se sente o verdadeiro ‘entupimento’ de trânsito, algo que se repete a partir das 17h, e às vezes em outras horas do dia.
A rotunda de Infias, por ser ponto de encontro de outras vias de acesso relevantes, acaba por ser o ponto negro mais notório da actualidade do tráfego automóvel bracarense. Já há muito que tal situação se verifica. A autarquia demora em dar uma resposta evidente. Talvez um desnivelamento? Talvez reformular o trânsito e a forma de circulação no nó de Infias? Semáforos? Acabar com a rotunda?
Enquanto se não faz uma análise que estude soluções viárias, os bracarenses que tem que passar por aqui, estão condenados a perder a paciência.
A mobilidade, dizem os estudos, é um problema na cidade de Braga. Para quando soluções?

Parque da Ponte recebe justa distinção… Mas, e a segurança?


Trata-se de uma importante distinção dada à Câmara Municipal de Braga pela 2.ª fase do processo de reabilitação do Parque da Ponte. Na passada terça-feira foi entregue em Lisboa o Prémio de Reabilitação e Requalificação de Espaço Público, atribuído pelo Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território.
Efectivamente é um justo reconhecimento de um parque que foi devolvido aos bracarenses. Estando agora a decorrer a última fase de reabilitação, esperemos que também se invista um pouco mais na segurança dos transeuntes, para que possa confirmar-se novamente como uma referência no lazer e espaços verdes dos bracarenses.
A provar que se a autarquia tivesse a intenção de dar mais parques urbanos aos bracarenses, mais mérito poderia granjear da parte dos cidadãos.
O Parque da Ponte? É exemplar, sim senhor!
Venham mais parques, porque a população anseia!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Braga não merecia isto!

A secção de Braga do Partido Socialista está mergulhada numa espécie de guerrilha interna pela sucessão a Mesquita Machado. Esta luta fratricida tem envolvido diversas forças vivas da cidade, a começar por alguma imprensa e a acabar nos notáveis do partido que se vão mobilizando em favor de uma das candidaturas.
Porque não se aguarda uma altura mais oportuna para esta disputa interna? Porque se antecipa uma eleição para a qual ainda faltam dois anos? É assim tão grande a sede de poder? Que interesses pode mover uma candidatura à Câmara?
A dúvida que paira sobre os bracarenses é o real interesse desta corrida… E se o PS perder as eleições? Não está o partido preparado para ser oposição? Não beneficiará com a alternância democrática?
O que me incomoda em todo este processo é a falta de projectos e de estratégia. Ainda não ouvi nenhum dos putativos candidatos a ser objectivo nas propostas. António Braga já faz campanha. Coerência para já só de Vítor Sousa, que parece perceber que este não é o timing… Todavia já circulam sondagens duvidosas e um apoio – que podia ser mais discreto… - da parte de um dos jornais diários. Porquê isto? Fazer as coisas assim só aumenta as desconfianças das pessoas dotadas de alguma racionalidade.
Deixem o tempo passar. Deixem os bracarenses observar e escutar os projectos. Deixem os socialistas – que são quem irá decidir – esperar pelo momento oportuno.
Acima de tudo, tenham o bom senso de fazer uma boa autocrítica à gestão autárquica anterior!

A Arcada está doente!


A pedra da arcaria do edifício da Arcada está a desfazer-se. Poderá tratar-se da denominada doença da pedra que também afecta o edifício dos Congregados. O granito começa a desfazer-se e dentro em breve os traços arquitectados na pedra poderão deixar de se ver. Quanto mais tarde se intervir, maior será a despesa…
Local das habituais tertúlias citadinas, verdadeiro centro cívico e ex-libris principal da cidade de Braga. A Arcada é para ser ‘usada’ e fruída, também para ser contemplada, dada a harmonia que se pode entrever das marcas dos sucessivos tempos.
Não se percebe como é que o edifício mais emblemático da cidade continua tão subaproveitado. Os pisos superiores estão quase todos abandonados e a zona inferior encontra-se bastante deteriorada.
Vai uma atenção do município?

O livro que faltava sobre a Arte no Minho

Aí está o livro que faltava sobre o panorama artístico minhoto. “Arte no Minho” é lançado amanhã pelas 18h no Museu Nogueira da Silva. Trata-se de uma obra composta por diversos autores especializados em história da arte, tais como Eduardo Pires de Oliveira, Paula Bessa, Rui Morais e Regina Anacleto. Ao longo de 204 páginas e mais de uma centena de fotografias, esta edição do Centro de Estudos Lusíadas da Universidade do Minho patrocina uma área do saber muito estudada, mas infelizmente pouco divulgada. Para quando uma editora bracarense que patrocine as obras dos autores locais?
O preço de lançamento é muito acessível: 7 Euros a quem se quiser deslocar à sessão de lançamento e 10 Euros para quem quiser adquirir nas livrarias.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Porque é que os bracarenses continuam distantes das passagens pedonais?

Ontem ocorreu mais um atropelamento mortal em uma das denominadas avenidas rápidas de Braga. Um idoso de 83 anos foi atropelado na Avenida Imaculada Conceição, junto ao Lidl. Distava 300 metros de uma passadeira e outros 300 de uma passagem aérea. 
Todos os dias diversos peões insistem em atravessar fora do local determinado, muitas vezes fazem-no junto aos respectivos circuitos pedonais.
Todavia, questiono se neste lugar tão movimentado - saída do Lidl, paragem do autocarro e acesso à colina da Cividade - não deveria haver uma passagem para peões? Há planificação a nível da mobilidade da nossa cidade?

O maior presépio da Europa é em Braga!

Continua a merecer relevo na imprensa e destaque pela originalidade. Trata-se de mais uma neo-tradição a provar que o povo minhoto continua bem vivo e longe de perder a sua identidade.O presépio de Priscos já faz parte da tradição natalícia.
Ontem a iniciativa foi anunciada em Santiago de Compostela pela tristemente denominada Entidade de Turismo "Porto e Norte".
Porque não criar uma entidade "Braga e Minho"?

Hospital de Braga é...referência a nível nacional!

A Entidade reguladora da saúde deu nota máxima ao Hospital de Braga no capítulo da Ortopedia e da Cirurgia Ambulatória. Uma distinção que obviamente deve encher de orgulho os bracarenses, mas que não deve mascarar as diversas insuficiências que quase todos os dias vão sendo denunciadas pela comunicação social. 
A maioria dos bracarenses não parece nada satisfeita com o serviço prestado pela nova adminstração hospitalar. Acima de números e estatísticas, ou de qualquer factor economicista, está a saúde dos pacientes e o serviço público. Enquanto estas não forem as prioridades, algo vai estar sempre mal na gestão e funcionamento de qualquer Hospital.
É preciso gerir bem o erário público, é verdade, mas também é necessário ter presente que o Estado não pode lucrar com a saúde, pois esta é um dever da Constituição. Pagamos os nossos impostos para podermos garantir que o Estado não deixa de cumprir os seus deveres, nomeadamente na saúde, educação e segurança social...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Estádio de Braga no top 8 da CNN

O Estádio Municipal de Braga foi referido entre os 8 recintos desportivos mais invulgares do mundo. Nesta lista divulgada pela CNN também faz parte o Estádio da Madeira, do Nacional. Estes estádios são elogiados pelos traços arquitectónicos e enquadramento paisagístico.
Kantrida (Croácia), Allianz Arena (Alemanha), Hernando Siles (Bolívia), Velodrome (França),Svagaskard (Ilhas Faroé) e Cidade do Cabo (África do Sul) completam o lote.

Braga CEJ na...vila de Fafe!

A estratégia é louvável. A intenção ainda mais. Todavia os meios e profissionais responsáveis parecem ser de qualidade questionável...
A Braga Capital Europeia da Juventude estabeleceu algumas parcerias com municípios da região, com vista à participação mais alargada neste evento. Pelos vistos não contava que alguns dos seus colaboradores não soubesse que Fafe é cidade desde 1980. 
A antiga localidade de Montelongo viu o seu estatuto reduzido por um mega-outdoor colocado na cidade minhota pela organização da Braga CEJ, no qual se podia ver a heráldica da 'Vila de Fafe'. Ora, a revolta dos fafenses não se fez esperar e o cartaz foi eficazmente alterado.
O problema foi que o novo cartaz apenas mudou a designação de 'vila' para 'cidade'. Os quatro castelos, indicativos de uma vila, mantiveram-se na heráldica... Pela segunda vez a organização foi chamada a alterar o cartaz.
Com tudo isto, o município de Fafe pondera retirar o apoio a este evento internacional. 
E Hugo Pires, talvez esteja a repensar no método de escolha dos seus colaboradores...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A equipa mais cordial da Liga!

O Sporting de Braga, para além de se confirmar como uma das melhores equipas nacionais, salienta-se destacadamente noutros aspectos do jogo. Os guerreiros do Minho são, desde o início da Liga, a equipa mais disciplinada, recorrendo poucas vezes a faltas e a infracções disciplinares. O Braga ocupa a posição n.º 1 na cordialidade. É a equipa com menos faltas - 148 - e aquela que tem menos cartões: 28 no total (28 amarelos + 0 vermelhos por acumulação + 0 vermelhos directos).
Esperemos que para além desta destacada liderança no capítulo disciplinar, o Braga possa também ser líder noutros dados. Força Braga!

Sobre a Confiança, preços, negócios e outras minúcias...

Muito se tem escrito e comentado acerca do negócio de compra da antiga fábrica Confiança. O assunto marcou, como não poderia deixar de ser, a agenda da última assembleia municipal.
Colocar dúvidas ao negócio é processo natural em democracia. Eu também o questionaria. O que me parece abusivo e, até, pouco lícito, é explorar a idoneidade das pessoas neste processo. É certo que estamos habituados a ver políticos e gestores públicos abusarem das suas funções e não defenderem convevientemente o erário público. Todavia, não podemos conviver democraticamente com partidos que nunca estão contentes, que não sabem manifestar-se favoráveis a medidas que não venham do seu espectro político, ou que estejam constantemente a demonstrar insatisfação... Essa atitude soa a arrogância e prepotência. 
Os partidos precisam de entender-se muitas vezes nas decisões importantes para um município. O caso da Confiança é um bom exemplo de concordância por Braga e pelos bracarenses. A dívida da autarquia bracarense não é assim tão elevada em termos objectivos ( a Madeira tem quase tantos habitantes como o nosso concelho e a dívida deles é 60 vezes maior que a nossa...), e vão ser gastas verbas provenientes do QREN.
A Confiança faz parte da história de Braga e pode ser um forte equipamento cultural para as novas gerações. A cultura é o factor que faz evoluir as sociedades. Por isso, eu apoio a Confiança e aguardo com muita expectativa a sua reconversão.
Obrigado Ricardo Rio!
Obrigado Mesquita Machado!

Por Braga sempre!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

8 de Dezembro: feriado de Braga!

Hoje é feriado, porque a tradição cristã de Portugal recorda o dogma da Imaculada Conceição.  Este dia vai continuar a ser feriado, dado que a Igreja requereu essa vontade junto do Governo, no acordo sobre a revisão de feriados. Este é um feriado que acaba por ter uma ligação íntima com a história de Braga.
A cidade de Braga foi precursora desta devoção no nosso país, não apenas no século XIV, altura em que a diocese é pioneira a instituir o culto, mas também posteriormente. A 24 de Fevereiro de 1647 a cidade de Braga é consagrada a Nossa Senhora da Conceição, dando sequência ao que já havia ocorrido no sínodo da diocese ocorrido uma década antes. Mas a grande homenagem da cidade de Braga à Imaculada Conceição é o Santuário do Sameiro.

Poucos anos após a proclamação do dogma, um padre bracarense, Martinho da Pereira da Silva, entusiasmado pela acção do Papa Pio IX e pelas potencialidades da montanha mais alta que se debruçava sobre Braga, decide empreender a construção de um monumento, que se tornará na maior homenagem portuguesa em honra da Imaculada Conceição.
A 14 de Junho de 1863 é lançada a primeira pedra de uma estátua, cuja misteriosa implosão, fez crescer o número de devotos. No final do século XIX já estava a basílica em construção e os peregrinos não paravam de aumentar. A imagem da Imaculada Conceição do Sameiro foi esculpida em Itália, tendo sido benzida em Roma pelo Papa Pio IX e validada pelo maior escultor português de todos os tempos, Soares dos Reis. Seria à época o mais importante santuário português.
Com o surgimento de Fátima, passa a ser o segundo maior destino mariano de Portugal, tendo recebido a visita do Papa João Paulo II em Maio de 1982. É um dos lugares de passagem obrigatória para quem visita Braga, sendo o melhor miradouro sobre a cidade.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

E se Braga tivesse um Museu de Arte Contemporânea?

Há um facto que poucos bracarenses sabem: Braga está no roteiro da Arte Contemporânea mundial! É verdade! O trabalho desenvolvido pela Galeria Mário Sequeira elevou o nome de Braga. Os públicos, aos quais se dirige, trazem à sua galeria em Parada de Tibães membros da elite artística mundial. Talvez por ser dirigido a um nicho de mercado muito particular e economicamente poderoso, a actividade da galeria não é muito popular, sendo todavia uma das mais importantes galerias de arte da Península Ibérica.
Há uns anos o dono da galeria, Mário Sequeira, havia demonstrado intenção de criar em Braga um museu de Arte Contemporânea. A Câmara de Braga não terá acolhido com entusiasmo esta possibilidade, pelo que a ideia morreu...
Ora, já que estamos em tempos de poupança, porque não potenciar os recursos que a própria cidade já dispõe? O Dr. Mário tem o espólio pessoal que gostaria de colocar em exposição; a Câmara tem um edifício premiado no contexto da Arte Contemporânea que está parcialmente desocupado e muito mal aproveitado: o Estádio Municipal de Braga, nomeadamente a bancada nascente. 
Porque não uma parceria para abrir um Museu de Arte Contemporânea em Braga? Há recursos. Há vontade. Há recursos. E há instituições que poderiam colaborar...

85,5 milhões de dívidas nas EM...

As empresas municipais de Braga - que são 7! - têm uma dívida acumulada de 85,5 milhões de Euros, segundo o Livro Branco, documento publicado pelo Governo para averiguar o passivo das autarquias. É caso para questionar a quem servem as empresas municipais? Aos cidadãos que são servidos pelas respectivas empresas? Ou aos gestores milionários e às empresas contratadas para prestar serviços?
A ideia de criar empresas municipais só poderia ser sustentável caso alguma área pública fosse passível de lucro. Não sendo assim, o único ganho deste género de administração pública é multiplicar entidades, para também poder multiplicar passivos e esbanjar o erário público com os 'amigos'...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

As histórias do Arcebispo São Geraldo

Se os bracarenses passarem pela Sé Catedral ao longo do dia de hoje, poderão visitar gratuitamente a habitualmente vedada capela de São Geraldo. Sendo o primitivo lugar do túmulo deste prelado, foi remodelada no século XVIII a mando do Arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles que lhe acrescentou o retábulo em talha dourada e os magníficos painéis de azulejos que relatam a vida de São Geraldo. A capela neste dia encontra-se adornada de frutas da época, em alusão a uma narrativa que atribui um milagre a São Geraldo. Segundo a lenda, o arcebispo encontrava-se doente, temendo-se a sua morte. No ardor das suas febres terá pedido que lhe trouxessem fruta, todavia os seus servos o tentavam persuadir dado que estavam em pleno Inverno. Como que confiante na graça divina, São Geraldo insiste dizendo «Vai e procura!». Os servos, achados no exterior, encontraram as árvores repletas de fruto contradizendo a lei natural. Devido a este milagre a capela é decorada com frutos no dia em que se faz a memória do seu padroeiro.

O primeiro Arcebispo de Braga
Trata-se da restituição dos direitos metropolitas de Braga sobre as dioceses que ocupavam o território da antiga província romana da Galécia (actual Galiza). Depois da restauração da diocese de Braga pelo bispo D. Pedro em 1070, São Geraldo alcança em 1103 o título de Arcebispo metropolita, tendo como dioceses sufragâneas Porto, Viseu, Lamego, Coimbra, Lugo, Mondonhedo, Pontevedra, Ourense e Astorga. Recorde-se que até às invasões árabes, e a posterior transferência da diocese para Lugo, Braga era sede de uma província eclesiástica, pelo que os seus bispos já eram metropolitas. Portanto, na prática São Geraldo não é o primeiro bispo bracarense a obter tais privilégios. A restituição desta dignidade a São Geraldo apenas teve a diferenciação de apresentar outra designação – Arcebispo (do grego ‘arche’ que quer dizer primeiro entre os bispos, em grego ‘episkopos’) - embora os direitos e poderes sejam exactamente os mesmos que os prelados bracarenses beneficiavam no passado.

Os primórdios da independência
A questão da independência do Condado Portucalense face ao poderio do Rei de Leão e Castela foi sempre desejo assumido pela Condessa D.ª Teresa e pelo Conde D. Henrique. São Geraldo detinha uma ligação muito próxima com os pais de D. Afonso Henriques, que viram também na restituição dos direitos metropolitas de Braga como arcebispado, um fundamento para as suas ânsias de independência. A questão primacial de Braga, face a Toledo, foi um dos mais importantes fundamentos portugueses na luta pela independência protagonizada por D. Afonso Henriques, que contou sempre com o apoio dos Arcebispos de Braga.

O pio latrocínio: «acção má e indigna»
Foi no ano de 1102, época em que as relações com Santiago de Compostela estavam muito tensas, que o Arcebispo galego se apresentou em Braga numa aparente missão de paz. A boa índole de São Geraldo não permitiu decifrar as intensões perversas da comitiva galega, que tinha como intenção derrubar as pretensões de Braga como centro de peregrinações. Assim, durante a noite o Arcebispo Diego Gelmírez e o seu séquito tomaram de assalto os templos mais concorridos e levaram consigo as relíquias mais veneradas de Braga: São Vítor, Santa Susana, São Cucufate, São Silvestre e São Frutuoso. Esta «acção má e indigna», como o próprio São Geraldo catalogou, ficou para a história como o “Pio Latrocínio” e permitiu a Santiago de Compostela ganhar ascendente sobre Braga no capítulo religioso peninsular.

Hoje é dia do padroeiro!

Hoje a cidade de Braga celebra o seu padroeiro. Contrariamente ao que a maioria dos bracarenses pensa, o padroeiro da cidade não é São João ou Nossa Senhora do Sameiro. Esse estatuto pertence, sim, ao primeiro prelado a ser denominado de Arcebispo que foi São Geraldo.
São Geraldo era francês e tomou o hábito na abadia de Moissac, um dos mosteiros da Ordem de Cluny ainda hoje famosa pelo seu claustro românico. Distinguiu-se no campo das letras e da gramática, tendo sido bibliotecário e mestre dos monges menos letrados. Foi transferido para a Sé de Toledo, na qual foi fiel auxiliar do Arcebispo D. Bernardo até ser nomeado para o sólio bracarense. Governou a diocese de Braga durante um curto período de 12 anos, desde 1096 até 1108. Segundo a tradição terá baptizado D. Afonso Henriques, embora este facto não tenha qualquer tipo de verificação documental, aliás tal como o local de nascimento do primeiro Rei português.
Em Braga, para além das suas virtudes é bem conhecida a sua acção pastoral e governativa. Preocupou-se pela introdução do Rito Romano, em oposição ao rito hispânico, para além de incentivar a formação do clero e as visitas pastorais para conhecer o seu território e ‘rebanho’. Veio a falecer precisamente no dia 5 de Dezembro, o mesmo que é usado para celebrar a sua memória no calendário litúrgico. São Geraldo visitava Bornes de Aguiar, freguesia actualmente pertencente a Vila Pouca de Aguiar, onde se encontrava em visita pastoral durante a qual efectuou a sagração de uma igreja, que ainda hoje se pode contemplar nesta aldeia transmontana.
Os milagres que lhe são atribuídos na região de Braga são inúmeros e vêm citados com pormenor numa biografia sua escrita escassos anos após a sua morte, o que dá credibilidade à sua virtuosidade. Devido à sua popularidade, granjeou o título de padroeiro da diocese e, mais tarde, da cidade de Braga.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Revista Bracara Augusta: o que se passa?

A revista cultural da Câmara Municipal de Braga, 'Bracara Augusta', que foi durante décadas um esteio da reflexão e investigação do património e história de Braga e da região, está parcialmente parada.
A edição 108 saiu em Novembro de 2009 e desde aí não há notícias da revista. Com assinantes por todo o país e um relevo destacado na promoção da história local, estatuto alcançado principalmente nos anos 80, a revista parece não colher o interesse do pelouro da cultura.
Porque é que os nossos políticos não percebem a importância que a reflexão e investigação, e tornar público as mesmas para fins de debate e aprofundamento, podem ter no progresso de uma localidade e na sua própria auto-promoção?
Como é possível deixar morrer aos poucos uma revista que chegou a ser considerada a melhor do género em Portugal?
Para quando uma autarquia que se preocupe efectivamente pela cultura?
Porquê? Porquê?

Leitores do Braga Maior querem Centro Cultural na Confiança

A maioria dos leitores do Braga Maior - cerca de 40% - desejam a instalação de um Centro Cultural no edifício da antiga Confiança. Numa sondagem que contemplava também as hipóteses Museu Industrial, Cinemateca e Associações da UM, a segunda mais referida foi a ideia do museu, não colhendo as outras hipóteses muitos adeptos.
Aguardemos o concurso de ideias para perceber de que forma será aproveitado este equipamento, que será sempre um ganho relevante para o deficitário sector cultural da cidade de Braga.

Confiança: democracia participativa

Os vereadores da coligação 'Juntos por Braga', os mesmos que deram o impulso decisivo para o projecto da compra e reabilitação da antiga fábrica de sabonetes Confiança, disponibilizaram-se para escutarem as ideias dos bracarenses para este espaço.
Trata-se de um bom exemplo de democracia participativa que vai proporcionar aos cidadãos a possibilidade de fazerem ouvir as suas sugestões para um espaço emblemático da cidade. Independentemente do sector partidário que a propõe, é salutar salientar esta iniciativa. Como os bracarenses estão muito mal habituados a não serem escutados nos seus anseios, estou certo que todos - independentemente de simpatias - vão acolher com agrado esta mudança 'política'.
Dado que o concurso de ideias era acessível  apenas a arquitectos, o que me deixou desiludido, surge esta forma útil de complementar o eventual processo de reabilitação da fábrica.
Até dia 16 de Dezembro poderão ser enviadas as ideias sustentáveis para a futura utilidade deste equipamento, para geral@juntosporbraga.com.
Eu vou enviar!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Decorações de Natal: o exemplo de Lisboa

Mais uma vez as decorações natalícias da cidade de Braga se apresentam sem um nível aceitável para uma cidade desta dimensão e importância. Um amontoado de ferro e fios é aquilo que podemos percepcionar durante o dia e o cenário nocturno não é, digamos, brilhante... Salva-se o pinheiro 'em ferro' que está defronte da Arcada.
Tenho uma opinião pessoal muito vincada relativamente à qualidade da empresa de iluminações contratada pela Câmara. As saudades dos irmãos Vilaça aumenta, sempre que contemplo os arames e postes metálicos que, desde o São João, não tinham sido retirados das ruas.
Lisboa neste capítulo é exemplo. Resolveu há dois anos reduzir os custos com iluminações, mas continuou a decorar as ruas. Têm decorações de simples traço, recorrendo a elementos como esferas, e formas geométricas, mas com adornos coloridos que se podem visualizar durante o dia. As formas são originais e os custos, adivinho, talvez sejam bem mais económicos que o que gasta em média a Câmara de Braga.
A empresa que serve Lisboa é proveniente do distrito do Porto e também produz as decorações para Coimbra e Porto...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ideias para Braga: Festival Barroco

Numa cidade que se ufana de ter uma derivação particular de um estilo arquitectónico e de vida que marcou uma época, não há nem um roteiro particular do barroco, nem iniciativas que permitam explorar este potencial. O que se passa? Estamos todos adormecidos?
Sendo o turismo um sector decisivo da economia portuguesa e ainda mais das cidades que, como Braga, têm um património cultural invejável, era necessário um pelouro da cultura inovador e dinâmico, pronto a capitalizar todo o potencial da cidade.
Se a Braga Romana é uma iniciativa bem sucedida, porque não tentar captar públicos mais exigentes, quem sabe do ponto de vista internacional? 
Um Festival Barroco, à imagem do que acontece em algumas cidades europeias, poderia ser um foco atractivo para Braga. A quantidade inumerável de monumentos desta época poderia ser mote para conferências, concertos, teatros, exibições temáticas de rua, recriação da entrada de D. José de Bragança em Braga, e promoção do denominado Barroco bracarense com roteiros e visitas guiadas.
O retorno económico seria seguramente superior ao investimento...
A vila de Óbidos, mais parca em recursos e população, já tem um Festival Barroco, para além da Vila Natal, Feira do Chocolate, Festival de Ópera, Semana Santa, entre outros...